
Antes de fundar sua nova capital em Tell el-Amarna, Amenófis IV (que mudou seu nome para Akhenaton entre o 5º e o 6º ano de seu reinado) inaugurou uma ampla programação de construções em Tebas, perto do templo de Karnak. Sua intenção era dar uma alternativa ao culto de Amon, por meio da construção de quatro edifícios sagrados dedicados a Aten, nas cercanias dos baluartes do clero de Tebas (que se punha abertamente à reforma religiosa).
A leste do templo de Karnak, ergueu o Gempaaten (que pode ser traduzido como "o disco solar foi encontrado"). Este foi o primeiro relicário construído por Amenófis IV e consistia em um imenso pátio com pórtico, que cobria uma área aproximadamente 130 por 200 m, orientada em um eixo leste/oeste. Contra cada um dos pilares do pátio, foi colocada uma estátua colossal de Amenófis IV, com mais de 5m de altura e pintada com cores fortes.

Os colossos que decoravam as pilares de Gempaaten eram dispostos alternadamente, com dois tipos diferentes de turbantes. Ambos exibiam o nemes, que é o ornamento clássico para a cabeça usado pelos faraós, com uma naja na testa. Sobre este havia a coroa dupla ou as duas plumas, características da iconografia do deus Shu ("o ar"), mas também a encarnação da luz do disco solar na interpretação de Amarna. Os restos deste último tipo de turbante sobrevivem sobre a cabeça desta estátua em particular.
Origem: 'Tesouros do Egito' do Museu Egípcio do Cairo
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