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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Abusir

Abusir "Casa e Templo de Osíris" é o nome dado a um sítio arqueológico do Egito - mais especificamente, uma extensa necrópole do período do Antigo Reino, juntamente com adições posteriores - nas redondezas da capital do país, Cairo. O nome também designa a aldeia vizinha, situada no vale do Nilo, de onde o sítio recebeu seu nome.

Abusir localiza-se diversos quilômetros ao norte de Saqqara e, como aquele sítio, serviu como um dos principais cemitérios para a elite da população que habitava a antiga capital, Mênfis. Diversas outras aldeias, tanto no norte quanto no sul do Egito, receberam o nome de Abusir ou Busiri. É um segmento relativamente pequeno do extenso "campo de pirâmides", que se estende do norte de Guizé ao sul de Saqqara; o local se destacou depois de se tornar foco de prestigiosos enterros da 5ª dinastia. Como um cemitério de elite, Guizé havia sido "preenchida" com giantescas pirâmides e outros monumentos da 4ª dinastia, o que havia levado os faraós da dinastia seguinte a ter de procurar outros sítios para seus monumentos funerários.

Abusir foi também o palco da maior descoberta de papiros do Antigo Reino já descoberta até hoje, os chamados «Papiros de Abusir». No fim do século XIX diversos museus do Ocidente adquiriram coleções de fragmentos de papiro dos registros administrativos de um dos cultos funerários da cidade, o do rei Neferirkare Kakai. Esta descoberta foi complementada no século XX, quando as escavações feitas por uma expedição Tcheca no sítio descobriram papiros de dois outros complexos cultuais, o do faraó Neferefre (também Raneferef) e da mãe do rei, Khentkaus II.

Existem diversas catacumbas próximas à antiga cidade de Busiris. Ao sul de Busiris, um grande cemitério parece ter se estendido por toda a planície. A Busiris heptanômica era, na realidade, um vilarejo situado numa das extremidades da grande necrópole de Mênfis.

Necrópole
Existe um total de 14 pirâmides no sítio, que serviram como a principal necrópole real durante a 5ª dinastia. A qualidade da construção das pirâmides de Abusir é inferior às da 4ª dinastia, o que talvez indique uma diminuição do poder real, ou uma economia menos vibrante; são menores que suas antecessoras, e construídas com pedra local, de menor qualidade.


– As três principais pirâmides pertencem aos faraós:
  1. Nyuserre Ini (a mais intacta delas),
  2. Neferirkare e
  3. Sahure.


O sítio também abriga a pirâmide incompleta de Neferefre. Todas as pirâmides de Abusir foram construídas como pirâmides em degrau, embora a maior delas – a pirâmide de Neferirkare – tenha sido originalmente construída como uma pirâmide em degrau de cerca de 70 metros de altura, e foi transformada posteriormente numa pirâmide "verdadeira" quando seus degraus foram preenchidos com pedras.

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Cuche



Cuche foi uma civilização que se desenvolveu na região norte-africana da Núbia, localizada no que é hoje o norte do Sudão, a partir do século XXXII aC. Uma das primeiras civilizações a surgir no vale do rio Nilo, os Estados cuchitas controlaram a região antes do período das incursões egípcias na área.



Etimologia e grafia
O nome dado a esta civilização é proveniente do Velho Testamento, que registra um personagem bíblico, Cuche (ou Cuxe, ou Cus), um dos filhos de Cão que se estabeleceu no nordeste da África. Na Idade Antiga e na Bíblia, uma grande região que abrangia o norte do Sudão, o sul do Egito e partes da Etiópia, Eritréia e Somália era conhecida como Cuche. Outros estudiosos afirmam que a Cuche bíblica localizava-se no sul da Arábia.

Em português, o nome do personagem bíblico varia conforme a versão do Velho Testamento. O dicionário Houaiss e a tradução de João Ferreira de Almeida atualizada empregam a forma Cuche. Já a Bíblia Ave Maria, católica, prefere a grafia Cus, cusita.
  • O gentílico de Cuche é cuchita ou cuxita.

Origens
As primeiras sociedades a se desenvolver na área surgiram na Núbia antes da Primeira Dinastia do Egito (3100-2890 aC). Em cerca de 2500 aC, os egípcios começaram a avançar na direção sul e é por meio deles que a maior parte das informações sobre Cuche ficou conhecida. Mas esta expansão foi detida pela queda do Médio Império no Egito. A expansão egípcia recomeçou em aproximadamente 1500 aC, mas desta vez encontrou resistência organizada. Os historiadores não têm certeza se esta resistência foi oferecida por cidades-Estado múltiplas ou por um império unificado, e debatem se o conceito de Estado surgiu ali de modo independente ou se foi tomado do Egito. Os egípcios lograram vencer a resistência e fizeram da região uma colônia sua, durante o reinado de Tutmósis I, cujo exército mantinha ali um certo número de fortalezas.

No século XI aC, disputas internas no Egito permitiram aos nativos derrubar o regime colonial egípcio e instituir um reino independente, governado a partir de Napata, na Núbia.

Napata
Este novo reino, com sede em Napata, foi unificado por Alara no período entre 780 e 755 aC. Alara era visto pelos seus sucessores como o fundador do reino cuchita. O reino cresceu em influência e veio a dominar a região meridional egípcia de Elefantina e até mesmo Tebas, no reinado de Kachta, sucessor de Alara e que logrou no século VIII aC. forçar Chepenuepet I, meia-irmã de Takelot III e "esposa do deus Amon", a adotar Amenirdis I, filha do soberano cuchita, como sucessora. Com isto, Tebas passou ao controle de fato do reino de Napata. Seu poder chegou ao auge com Piye, sucessor de Kachta, que conquistou todo o Egito e fundou a XXV dinastia.

Quando os assírios invadiram em 671 aC, Cuche tornou-se uma vez mais um Estado independente. O último rei cuchita a tentar retomar o controle do Egito foi Tantamani, que foi definitivamente derrotado pela Assíria em 664 aC. Subseqüentemente, o poder cuchita sobre o território egípcio declinou e extinguiu-se em 656 aC, quando Psamético I, fundador da XXVI dinastia, reunificou o Egito. Em 591 aC, os egípcios invadiram Cuche – possivelmente porque esta, governada por Aspelta, preparava-se para atacar o Egito – e saquearam e incendiaram Napata.

Meroé
Diversos registros arqueológicos mostram que os sucessores de Aspelta transferiram a capital para Meroé, mais ao sul do que Napata. A data exata da mudança não é conhecida, embora alguns historiadores acreditem que o fato ocorreu durante o reinado de Aspelta, como reação à invasão egípcia da Baixa Núbia. Outros estudiosos pensam que a transferência deveu-se à atração do ferro, já que Meroé, ao contrário de Napata, possuía vastas florestas que serviam de combustível para os altos-fornos. A chegada de mercadores gregos na área também sinalizou o fim da dependência cuchita do comércio ao longo do Nilo, pois agora podia exportar seus produtos via o mar Vermelho e as colônias mercantis gregas ali localizadas.

Uma teoria alternativa afirma que havia na verdade dois Estados separados mas estreitamente interligados, um em Napata e outro em Meroé. Com o tempo, o último teria eclipsado o primeiro. Não se encontrou até o momento uma residência real ao norte de Meroé e é possível que Napata fosse apenas um centro religioso, mas este permaneceu uma cidade importante, onde os reis eram coroados e sepultados, mesmo se houvessem residido em Meroé.

Em cerca de 300 aC, os soberanos cuchitas começaram a ser sepultados em Meroé. Alguns entendem que este fato indicaria uma ruptura com os sacerdotes de Napata. Diodoro Sículo relata a história de um soberano meroítico chamado Ergamenes, quem recebera a ordem de se suicidar mas teria rompido com a tradição e ordenado a execução dos sacerdotes. Uma explicação mais simples é que a capital sempre fora em Meroé.

Em algum momento, Cuche deixou de usar os hieróglifos egípcios e desenvolveu uma nova escrita, chamada meroítica, para representar a língua meroítica, que ainda não foi completamente decifrada. Em 23 aC, o governador romano do Egito, Petrônio, invadiu a Núbia em reação a um ataque núbio contra o sul da província e saqueou Napata (22 aC).

Declínio
O declínio de Cuche é um assunto altamente controverso. Após o século II, os túmulos reais começam a reduzir-se em dimensões e esplendor e a construção de grandes monumentos cessou. Os sepultamentos reais em pirâmides cessam a partir de meados do século IV. Segundo a teoria tradicional, Cuche teria sido destruída por uma invasão do reino etíope de Axum, por volta de 350. Entretanto, alguns pensam que o relato axumita parece descrever a repressão a uma revolta em terras que os etíopes já controlavam. Ademais, refere-se apenas aos nubas (um povo dos montes Nuba, no atual Sudão), sem mencionar os governantes de Meroé. O último rei de Meroé chamava-se Sect Lie; pouco mais é conhecido a seu respeito.


Por volta do século VI, novos Estados se haviam formado na área antes controlada por Meroé. Ao que parece, os nobatas (mencionados em fontes romanas anteriores e que alguns estudiosos associam com os nubas) evoluíram para formar o Estado da Nobácia (um reino cristão africano na Baixa Núbia) e outros na região. Os outros dois Estados da área, Makúria e Alodia, eram similares. Falavam núbio antigo e escreviam com uma versão do alfabeto copta. A língua meroítica e sua escrita parecem ter desaparecido.





Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Hermópolis Magna


Hermópolis Magna foi uma cidade do Antigo Egito, cujas ruínas estão situadas a cerca de 50 km ao sul de Mínia, perto da moderna cidade de Mallaui. Os egípcios chamavam esta cidade de Khmunu, o que significa "A cidade dos oito deuses", numa alusão aos oitos deuses que integravam uma cosmogonia desenvolvida na localidade, que se denomina de Ogdóade. Atualmente o local é designado em árabe como El-Achmunein, nome derivado do egípcio Khmunu.

O principal deus da cidade era Tot, divindade lunar associada à escrita, o qual foi identificado pelos antigos gregos com o seu deus Hermes. Em consequência a cidade ficou conhecida como Hermópolis "a cidade de Hermes". Situada no coração do Médio Egito, Hermópolis foi a capital da décima quinta província (nomo) do Alto Egito.

Após a conquista do Egito pelos árabes no século VII, Hermópolis foi sujeita a destruições. No local subsistem apenas ruínas de templos do tempo do Império Médio e do Império Novo, como um pilone (porta monumental) dedicado ao deus Amon mandado erguer pelo faraó Ramsés II (XIX dinastia).

Este pilone utilizou nos seus alicerces 1500 blocos de rocha (talatats) retirados de monumentos de Akhetaton, cidade mandada construir como nova capital egípcia pelo "herege" Akhenaton em meados do século XIV aC e que seria mandada destruir mais tarde, devido ao fracasso da experiência política e religiosa de Akhenaton.

No local há também ruínas de um templo dedicado a Tot que alcançou grande importância na época ptolemaica. Da época cristã, uma basílica bizantina.

Em Tuna el-Gebel, a necrópole da cidade situada a cerca de 12 km a oeste, uma equipe egípcia descobriu nos anos trinta do século XX catacumbas relacionadas com o culto de Tot. Nesta necrópole encontra-se também o conhecido túmulo de Petosíris.

Fonte: Wikipédia

domingo, 25 de julho de 2010

Sais


Sais ou Sa el-Hagar foi uma cidade egípcia na parte ocidental do Delta. Foi a capital do Antigo Egito durante a XXIV dinastia. Seu nome no Antigo Egito era Sau e o deus patrono era Neith.

Heródoto – escreveu que Sais é onde o túmulo de Osíris foi localizado e onde o sofrimento do deus foi mostrado como um mistério na noite em um lago adjacente.

Diodoro Sículo – atestou que foram os atenienses que contruiram Sais antes de um cataclisma e, enquanto todas as cidades gregas foram destruídas durante o cataclisma, as cidades egípcias, incluindo Sais, sobreviveram.

Plutarco – conta que o santuário de Ísis em Sais continha a inscrição: "Eu sou tudo o que foi, é, e será; e meu véu nenhum mortal levantou até agora"

Atualmente, não há traços da cidade antes da época Baixa (1100 aC) por causa da grande destruição da cidade pelo Sebakhin (retirada de tijolos de argila para fazer fertilizante) restando apenas poucos blocos conservados.

No tratado Timeu, de Platão – Sais é a cidade em que Sólon recebeu de um sacerdote egípcio a hisória de Atlântida, seu plano de ataque militar grego contra o Egito e sua eventual derrota e destruição por uma catástrofe natural. Platão também observou que a cidade foi a terra natal do faraó Ahmés II e indentificou o deus patrono, Neith.

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Kom Ombo



O Templo de Kom Ombo foi construído há mais de 2 000 anos, no Egito, durante a dinastia ptolomaica, na cidade de Kom Ombo. É o único templo duplo egípcio, assim chamado por ser dedicado a duas divindades:




  1. um lado do templo é dedicado ao deus crocodilo Sobek, deus da fertilidade e criador do mundo;
  2. o outro lado é dedicado ao deus falcão Horus.




A construção do templo começou no início do reinado de Ptolomeu IV (180-145 aC) e prolongou-se por vários reinados subsequentes. Ptolomeu XIII (180-145) construiu as salas hipóstilas interna e externa. Em uma área lateral do templo foi construído um nilômetro.

Ao longo dos anos, o templo sofreu a ação das inundações do rio Nilo, de terremotos e da retirada de pedras e objetos arquitetônicos promovida por outros construtores para a execução de novos projetos.





A cidade
Kom Ombo é uma cidade do Egito, localizada na margem direita (oriental) do rio Nilo, a cerca de 160 km ao sul de Luxor e 40 km ao norte de Assuã. Ela tem aproximadamente 60 mil habitantes, muitos dos quais são núbios provenientes das regiões inundadas pelo lago Nasser, que foi formado após a construção da represa de Assuã.

A cidade é um importante destino turístico, em razão de ter um templo de época greco-romana, mais precisamente ptolemaico, dedicado a duas divindades: o deus crocodilo Sobek e o deus falcão Horus.

Nome egípcio: Nubt o Nubit. Nome grego: Ombos


Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 5 de março de 2010

Deir el-Medina

Uma aldeia do Antigo Egito onde residiam os artesãos que construíram os templos e os túmulos dos faraós e de outros dignatários no Vale dos Reis durante a época do Império Novo.
O atual nome da localidade é de origem árabe e significa "o convento da aldeia". As origens deste nome remontam ao tempo da conquista árabe do Egito, altura em que na localidade existia uma pequena igreja cristã. O seu nome antigo era Set Maat, "o local de Maat, a ocidente de Tebas". A aldeia está de fato situada na margem ocidental do Nilo, frente à atual cidade de Luxor.


A aldeia existiu durante cerca de 500 anos, entre o começo do Império Novo até cerca de 1050 aC. Foi então abandonada e coberta pelas areias do deserto, tendo sido redescoberta no século XX. A padroeira da cidade era a deusa Meretseguer, uma deusa-cobra que se acreditava viver numa montanha próxima. Outras divindades adoradas no local eram Maat e Khnum.

Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Esna

Esna é uma cidade do Egito localizada na margem ocidental do rio Nilo, a cerca de 55 km ao sul de Luxor.




Na Antiguidade
No Antigo Egito, Esna recebia o nome de Iunyt ou Ta-senet; os gregos deram-lhe o nome de Latopolis, relacionado com o fato de ali se adorar o peixe perca (Lates niloticus). Este peixe era abundante nesta parte do Nilo na Antiguidade, figurando em várias esculturas da deusa Neit. Na zona ocidental da cidade existia mesmo um cemitério onde se enterrava o peixe sagrado. O nome egípcio Ta-senet deu origem à Sne na língua copta, que por sua vez esteve na origem de Isna em árabe, atual nome da localidade. Durante o período grego e romano esta cidade foi capital do III nomo do Alto Egito.


Templo de Esna
No centro de Esna, a cerca de duzentos metros do rio, encontra-se um templo dedicado ao deus Khnum, à deusa Neit e ao deus Heka, bem como a outras divindades menores. Devido à acumulação de sedimentos, o templo está agora a nove metros abaixo do nível da rua. A estrutura atual data da época greco-romana, mas foi construída sobre alicerces mais antigos que datam do tempo do rei Tutmés III da XVIII Dinastia.

O templo teria um passeio cerimonial que o ligava a um dos cais da cidade (onde ainda se podem ver os cartuchos de Marco Aurélio) bem como ligações a outros templos. O passeio e os outros templos foram destruídos.

Deste templo conservou-se apenas uma sala hipóstila. O muro ocidental desta sala tem representações dos reis Ptolomeu VI e Ptolomeu VII. A sala hipóstila está decorada com baixos-relevos dos séculos I a III dC, que representa deuses e o faráo atirando uma rede sobre pássaros. As colunas contêm inscrições relativas às festas relativas ao ano sagrado de Esna.

Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Amarna

Amarna, El Amarna ou Tell el-Amarna é o nome atual em árabe de uma localidade que funcionou como capital do Antigo Egito durante o reinado do faraó Akhenaton (também Amen-hotep IV ou Amenófis IV), designada como Akhetaton "O Horizonte de Aton". Está situada na margem oriental do rio Nilo na província egípcia de Al Minya, a cerca de 312 km a sul da cidade do Cairo.




História
Akhenaton, faraó da XVIII Dinastia egípcia, decidiu pouco tempo depois de subir ao trono, introduzir mudanças religiosas que faziam do deus Aton a única divindade digna de receber culto. Para alguns, ele teria sido o primeiro a professar o monoteísmo. Após instituir o culto à Aton como sendo o único culto permitido em todo seu reino, Akhenaton ordenou sistemática destruição aos templos dos demais deuses egípcios, em especial Amon, já que seus sacerdotes e preceptores eram seus maiores rivais, ao nível político e religioso.

O faraó decidiu fundar uma nova cidade que funcionasse como sede para o novo culto religioso, tendo escolhido uma região entre Mênfis e Tebas, duas importantes cidades do Antigo Egito. Akhenaton declarou que tinha sido o próprio deus Aton a informar-lhe o local onde deveria ser construída a nova cidade. A cidade tinha uma extensão de 14 km ao longo da margem do Nilo com 13 km de largura. A cidade estava limitada por várias estelas (catorze) que simbolicamente limitavam o espaço da cidade sagrada. Com a morte de Akhenaton, a cidade deixou de ser capital, sendo essa novamente Tebas.


A Cidade
Amarna estava dividida em vários setores que estavam ligados por uma avenida paralela ao rio, designada nos textos como "Caminho Real". Era neste caminho que Akhenaton e Nefertiti passeavam no carro perante os seus súditos, acompanhados pela comitiva real.

  • O bairro norte – estava estruturado em torno de um palácio cercado por uma muralha que servia como residência do soberano, o Palácio da Margem Norte.

  • O bairro central

  • Grande Templo de Atono grande Templo de Aton, orientado no sentido este-oeste, estava cercado por uma muralha de 760 m x 290 m. Ao contrário de outros templos egípcios não era coberto por um telhado devido à própria natureza do deus Aton, que não habitava numa estátua situada numa sala escura do templo, mas que se manifestava através dos raios solares. A entrada principal era formada por 2 pilones que conduziam a um edifício chamado Per Hai. Seguiam-se 6 pátios ao ar livre, que formavam o Gem Aten, o lugar onde Aton morava. Este edifício tinha 365 altares quadrangulares construídos em pedra que serviam para se realizarem a oferendas a Aton, estando o número relacionado com o número de dias do calendário egípcio.


– Cronologia das investigações

  1. 1714: Claude Sicard, um jesuita francês, é o primeiro a descrever uma estela fronteiriça de Amarna.
  2. 1798: O grupo de "sábios" da expedição de Napoleão ao Egito elabora o primeiro mapa de Amarna, mais tarde publicado na Description de l'Égypte entre 1821 e 1830.
  3. 1824: Sir John Gardiner Wilkinson explora e cartografa as ruínas da cidade.
  4. 1833: O copista Robert Hay e G. Laver visitam a localidade e descobrem vários dos túmulos da região sul, gravando os baixos-relevos. As cópias dos baixos-revelos permaneceram durante muito tempo British Library sem serem por publicadas.
  5. 1843 e 1845: A expedição da Prússia liderada por Karl Richard Lepsius faz o registo dos monumentos e da topografia de Amarna em duas visitas distintas num período total de doze dias. Os resultados são publicados entre 1849 e 1913 na obra Denkmäler aus Ægypten und Æthiopien.
  6. 1887: Uma mulher de Amarna descobre acidentalmente cerca de 400 tabuinhas de barro com inscrições cuneiforme. Estas tabuinhas são hoje denominadas de "Cartas de Amarna" e eram correspondência diplomática do tempo de Akhenaton.
  7. 1891–1892: Sir Flinders Petrie trabalha durante uma época em Amarna, num trabalho independente em relação ao Fundo de Exploração Egípcia. Petrie realizou escavações na região central da cidade, tendo investigado o Grande Templo de Aton, o Grande Palácio, a Casa do Rei, o Arquivo de Registos e casas privadas.
  8. 1903–1908: Norman de Garis Davies publica desenhos e fotografias dos túmulos privados e das estelas fronteiriças.
  9. 1907–1914: Liderada por Ludwig Borchardt, a Deutsche Orientgesellschaft (Sociedade Oriental Alemã) escava as regiões norte e sul da cidade. É descoberto o famoso busto de Nefertiti, agora em Berlim, entre outros objetos que pertenciam ao atelier do escultor Tutmés. O começo da Primeira Guerra Mundial em agosto 1914 põe fim às escavações alemãs.
  10. 1921–1936: A Sociedade Egípcia de Exploração realiza escavações em Amarna sob a direção de T.E. Peet, Sir Leonard Woolley, Henri Frankfort e John Pendlebury. As novas investigações centram-se nos edifícios reais e religiosos.
  11. 1960: A Organização Egípcia das Antiguidades realiza um conjunto de escavações em Amarna.
  12. 1977–presente: A Sociedade Egípcia das Antiguidades regressa às escavações em Amarna, agora sob a direção de Barry Kemp.
  13. 1980: Uma segunda exploração de duração mais curta liderada por Geoffrey Martin descreve e copia os baixos-relevos do túmulo real, tendo as descobertas sido publicadas com objetos que se julga serem oriundos do túmulo.





Origem: Wikipédia

sábado, 21 de novembro de 2009

Luxor

Luxor (em árabe: الأقصر al-Uqṣur) é uma cidade do sul do Egito, capital da província de mesmo nome. População: 376,022 (censo de 1999). Área, de 416 km².

A Luxor moderna cresceu a partir das ruínas de Tebas, antiga capital do Império Novo (1550-1069 aC) e situa-se a 670 km ao sul do Cairo. A sua riqueza, tanto arquitetônica como cultural, fazem dela a cidade mais monumental das que albergam vestígios da antiga civilização egípcia.

O Nilo separa Luxor em duas partes: a margem oriental – outrora consagrada aos vivos, onde encontramos os vestígios dos mais importantes templos consagrados aos deuses da mitologia egípcia, e a margem ocidental – consagrada aos mortos, onde se localizam algumas das mais importantes necrópoles do antigo Egito, segundas em importância relativamente às existentes no planalto de Gizé, no Cairo, e onde foram feitos alguns dos achados arqueológicos mais significativos da antiga civilização, designadamente o túmulo de Tutankhamon, descoberto em 1922 pelo célebre arqueólogo e egiptólogo inglês Howard Carter.


Na margem Oriental encontra-se:
O Templo de Karnak, sendo o maior dos templos do antigo Egito cujos vestígios chegaram até nós, foi dedicado à tríade tebana divina de Amon, Mut e Khonshu, e foi sucessivamente aumentado pelos diversos faraós, tendo levado mais de 1000 anos para construir. Constitui uma mescla de vários templos fundidos num só. O seu grande destaque é a Grande Sala Hipostila, cujo teto era suportado por 134 enormes colunas, ainda atualmente existentes, e consideradas como sendo as maiores do mundo.

O Templo de Luxor, foi iniciado na época de Amenhotep III e só foi acabado no período muçulmano. É o único monumento do mundo que contém em si mesmo documentos das épocas faraônica, greco-romana, copta e islâmica, com nichos e frescos coptas e até uma Mesquita (Abu al-Haggag).

Museu de Luxor, é um belo e interessante museu ainda que pequeno. Foi inaugurado pelo ex-Presidente francês Valéry Giscard d'Estaing em 1974. Possui uma importante colecção de todas as épocas do Egito Antigo. Uma sala aberta recentemente contém as últimas descobertas arqueológicas do Templo de Luxor.


Na margem Ocidental encontram-se:
– O Vale dos Reis, principal necrópole real do Império Novo do antigo Egito, possui 62 túmulos dos faraós desse período e também os túmulos dos faraós Tutankamon, Ramsés IX, Seti I, Ramsés VI e o de Horemheb. Ainda hoje se continuam a retirar jóias dos túmulos dos filhos de Ramsés II. No total existem 62 túmulos, sendo o mais importante precisamente, o do Faraó Tutankhamon, mais pelo espólio do achado do que porventura a importância do faraó. Julga-se ter encontrado o túmulo dos 52 filhos de Ramses II. Até agora foram descobertos uma sala com 16 colunas, vários corredores e mais de 100 câmaras. Apesar de não terem sido encontrados tesouros, foram no entanto recuperados do entulho milhares de artefatos. Os trabalhos arqueológicos, ainda longe do fim.

– O Vale das Rainhas, onde se destacam os túmulos do Príncipe Amenkhepchef, da Rainha Ti e o da Rainha Nefertari, esposa do Faraó Ramses II. Este último, foi aberto ao público em 1995. No entanto, a entrada neste túmulo está atualmente vedada ao público para conservação dos hieróglifos, recentemente restaurados. Este túmulo dispõe de alguns dos mais bem conservados e coloridos hieróglifos egípcios.

– O Templo mortuário da Raínha Hatshepshut, o seu estilo arquitetônico é único. Foi projetado e construído por Senenmut, arquiteto da Rainha Hatshepsut da 18ª dinastia governou como um autêntico faraó sendo assim considerada a 1ª mulher chefe do Governo na História. Este templo constitui uma visão impressionante, tendo sido talhado parcialmente na rocha, e a visão do mesmo funde-se na grandeza da encosta calcária que lhe serve de apoio. O templo foi posteriormente alterado por Ramses II e pelos seus sucessores, e mais tarde os cristãos transformaram-no num mosteiro (daí o nome Deir al-Bahri, que significa "Mosteiro do Norte"). Próximo ao templo principal situam-se as ruínas do Templo de Montuhotep II, Faraó da 11ª dinastia que unificou o Egito, e o Templo de Tutmósis III, sucessor da Rainha Hatshepsut.

– O Vale dos Nobres, contém vários túmulos, as paredes destes túmulos estão decoradas com cenas da vida quotidiana. As mais famosas são as dos túmulos de Ramose, de Najt e de Mena.

– O Templo de Medinet Habu, tal como o Templo de Karnak, este Templo é compreendido por vários outros templos, a começar pelo Ramsés III.

Fonte: Wikipédia

domingo, 9 de agosto de 2009

El Fayun

Uma província situada no Delta do Nilo, a 130 km do Cairo. É um imenso oásis no deserto a 30 km oeste do Nilo. Com uma extensão de 1270 km2, seus campos são irrigados graças ao um canal que provém do Nilo, el Bahr Yussef "Canal de José" que corre durante 100 km paralelo ao rio Nilo por uma depressão no deserto a leste do vale, uma grande superfície de água doce na antiguidade, mas atualmente de dimensão mais reduzida. O canal originalmente foi um projeto de irrigação dos faraós tebanos, restaurado por Saladino, sultão do Egito do século XII.

Graças ao "Canal de José" a partir da 12ª dinastia, El Fayun se tornou uma região agrícola. Sua fertilidade depende da água obtida de seus mananciais, e a terra cultivada está constituída pelo limo do rio Nilo.

A sudoeste de Fayun, a província, estão a depressão de Gharak, Uadi Rayan (estéril). Toda a região está abaixo do nível do mar, exceto a entrada do "Canal de José" que está rodeado por colinas líbias. A parte mais baixa da província é o extremo noroeste, que está ocupada pelo Lago Birket Qarun – 43 m abaixo do nível do mar Mediterrâneo.


________História________________________________

Na antiguidade era o 21º nomo do Alto Egito. Sua capital foi chamada Shedet ou Per-Sobek, «Casa de Sobek» na época dos Ptolomeus seu nome foi Crocodinópolis e depois Arsinoe.

Recebeu particularmente atenção dos soberanos da 12ª dinastia que foram os promotores dos amplos trabalhos de canalização e melhora da região que se converteu em uma região agrícola de primeira importância no Egito desde o Império Médio. A principal divindade venerada na região foi o deus Sobek.

HOJE a região é uma das mais férteis do Egito e produz:
  • algodão
  • linho
  • arroz
  • cana de açúcar
  • rosas
  • laranja
  • uvas
  • azeitona, etc...

Fonte: Wikipédia

sábado, 8 de agosto de 2009

Nomos



Nomo era uma divisão administrativa do Antigo Egito. A palavra nomo deriva do grego nomos (plural: nomoi). Para se referirem a estas regiões administrativas os egípcios usaram primeiro a palavra sepat e mais tarde, durante o período de Amarna, qâb.

O número de nomos variou ao longo da história egípcia entre os trinta e cinco e os quarenta e dois. Cada nomo tinha a sua capital (niwt), um emblema próprio, um número e uma divindade tutelar, à qual era dedicado um templo. Cada nomo dispunha igualmente das suas próprias regras e de festas locais.

A existência de nomos no Antigo Egito remonta ao período pré-dinástico, quando várias cidades se uniram para formar um território unificado sob determinado poder.






Os nomarcas
À frente de cada nomo encontrava-se o nomarca (em egípcio, heri-tep a'a). Este cargo foi em geral hereditário, embora em teoria o faraó podia nomear quem entendesse para desempenhar o cargo. Em geral, quando o poder real era sólido, era o faráo que nomeava o nomarca. Em outros casos, como na altura das guerras civis ou de invasões estrangeiras, os nomos organizavam-se por si próprios, colocando à frente do governo o filho do último administrador. Os nomarcas eram responsáveis pela organização do exército ao nível local.

Nomos do Baixo Egito
  1. Muro branco (Aneb-Hetch) – área de Mênfis; capital: Mennefer(Mênfis); deuses: Ptah, Sokar e Ápis
  2. Perna dianteira (Khensu) – capital: Sekhem(Letópolis); deus Kherti
  3. Oeste (Ament) – nordeste do Delta; capital: Iamu ou Pernebiamu(Apis); deusa Hathor
  4. Escudo do Sul (Sapi-Res) – sudeste do Delta; capital: Djeka; deusa Neit
  5. Escudo do Norte (Sapi-Meh) – da área de Sais até à costa; capital: Sau(Sais); deusa Neit
  6. Touro da Montanha (Khaset) – do Delta Central até a costa; capital: Hasuu (Xois); deus Ré
  7. Arpão Ocidental (A-ment) – nordeste do Delta ao longo do braço do rio onde fica Roseta; capital: Perhanebamentet; deus Ha
  8. Arpão Oriental (A-bt) – este do Delta ao longo do Uadi Tummilat até aos lagos de Bitter; capital: Tjeku; deus Atum
  9. Andjeti (Ati) – do Delta Central até Busíris – capital Andjeti; deuses: Osíris de Djedu, Andjeti
  10. Touro Negro (Ka-khem) – sudeste do Delta nas proximidades de Atribis; capital: Huttaheriib; deus Hórus
  11. Touro de Contagem (Ka-heseb) – centro-este do Delta; capital: Heseb; deuses: Tefnut, Chu, Mahés de Leontópolis
  12. Vitela e Vaca (Theb-ka) – nordeste do Delta de Sebenitos até à costa; capital: Tjebneter(Sebenitos); deus Anhur
  13. Ceptro da Prosperidade (Heq-At) – sudeste do vértice do Delta; capital: Iunu(Heliópolis); deuses: Atum e Mnévis
  14. O Primeiro do Oeste (Khent-abt) – da fronteira este litoral do Delta até Pelúsio; capital: Mesen ou Tjaru(Sele, Tânis); deus Set
  15. Íbis (Tehut) – nordeste do Delta ao longo do braço do Nilo junto a Damieta; capital: Perdjeutiuehui(Hermópolis Parva); deus Tot
  16. Peixe (Kha) – nordeste do Delta de Mendes à costa; capital: Djedet(Mendes); deus Banebdjedet
  17. Behedet (Semabehdet) – da costa do nordeste do Delta até ao oeste do braço do Nilo de Damieta; capital: Semabehdet; deuses: Hórus e Behedet
  18. Príncipe do Sul (Am-Khent) – nordeste do Delta perto de Bubástis; capital: Perbast(Bubástis); deusa Bastet
  19. Príncipe do Norte (Am-Pehu) – nordeste do Delta incorporando Tânis; capital: Imet; deusa Uadjit de Nabecha
  20. Falcão plumado de Supedu (Sopedu) – nordeste do Delta; capital: Perseped; deus Spedu

Nomos do Alto Egito
  1. Terra do Arqueiro (Taseti) – da 1ª catarata do Nilo até Djebel el-Silsila; capital: Abu (Elefantina); deuses: Ísis, Sobek, Haroéris, Khnum, Satet e Anuket
  2. Trono de Hórus (Thes-Hor) – área de Edfu; capital: Djebu e Behedet(Apolinópolis); deus Hórus de Mesen
  3. Santuário (Nejen) – de Hieracômpolis até ao norte de Esna; capital: Nekhen; deuses: Hórus de Nekhen, Nekhebet de El-Kab, Khnum, Neit de Esna
  4. Ceptro (Waset) – Armant e área tebana; capital: Uaset(Tebas); deuses: Montu, Amon, Mut, Khonsu, Sobek de Sumenu
  5. Dois Falcões (Herui) – área nas proximidades de Copto; capital: Coptos; deuses: Min de Coptos, Set de Nubet
  6. Crocodilo (Aa-ta) – da maior parte do este até a curva oeste do Nilo; capital: Iunet(Dendera); deusa Hathor
  7. Sistro (Seshesh) – nas proximidades de Nag Hammadi; capital: Hut-sekhem(Diospolis Parva); deus Bat
  8. Terra Grande (Taur) – áreas nas proximidades de Abidos; capital: Abidos; deuses: Osíris, Anhur, Khentamentiu
  9. Andjeti – do Delta Central até Busíris; capital: Andjeti; deuses: Osíris de Dejdu, Andjeti
  10. Touro Negro (Ka-khem) – sudeste do Delta nas proximidades de Atribis; capital: Huttaheriib; deus Hórus
  11. Set – margem oeste do Nilo, perto de Deir Rifa; capital: Chas-hotep; deus Set
  12. Vitela e Vaca – nordeste do Delta de Sebenitos até a costa; capital: Tjebnerter(Sebenitos); deus Anhur
  13. Alto Sicômoro e Víbora (Atef-Khent) – margem oeste do Nilo, perto de Assiut; capital: Saut; deuses: Upuaut e Anup
  14. Baixo Sicômoro e Víbora (Atef-Pehu) – vizinhança de Meir e el-Qusiya; capital: Hhis; deusa Hathor
  15. Lebre (Un) – área perto de el-Ashmunein e Antinoópolis, com Amarna; capital: Kemnu; deuses: Tot de Hermópolis, Ogdoade e Aton
  16. Orix (Meh-Mahetch) – de Beni-Hassan até ao norte de el-Minia; capital: Hebenu; deus Pakhet
  17. Chacal (Anpu) – vizinhança de Samalut; capital: Henu; deus Anupu
  18. Anti (Sep) – da margem este do Nilo incluindo el-Miba até el-Lahun; capital: Hut-nesu; deus Set
  19. Dois Ceptros (Uab) – margem oeste do Nilo de el-Bahnasa até Biba; capital: Piemdje; deus Set
  20. Sicômoro do Sul (Atef-Khent) – margem oeste do Nilo nas proximidades de Beni Suef; capital: Henen-nesut; deus Herichef
  21. Sicômoro do Sul (Atef-Pehu) – margem oeste do Nilo nas proximidades de el-Uasta e Medeidum; capital: Semen-hor(Crocodilopolis, Arsinoe); deuses: Knhum, Seneferu
  22. Faca (Demt) – ao longo do deserto de Aftir em direção a Mênfis; capital: Per-lhet; deusa Hathor


OBS.: as traduções de alguns nomes dos nomos em egípcios e gregos, aparecem diferentes a cada site pesquisado.



Fonte: Wikipédia e La Tierra de los Faraones

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Heliópolis

Heliópolis, ou Iunu (jwnw) em egípcio antigo, era o nome que os gregos davam à cidade egípcia de Iunu ou Iunet Mehet ("O Pilar" ou "Pilar do Norte"). Capital do 13ª nomo do Baixo Egito, foi uma das cidades mais importantes do ponto de vista religioso e político durante a época do Império Antigo. Situa-se a cerca de 10 km a noroeste da atual cidade do Cairo.

A cidade existia já na época tinita, tendo recebido grandes projetos de construção no Império Antigo e no Império Médio. Hoje em dia está praticamente destruída. A divindade principal era o deus solar Rá, que era adorado no templo principal da cidade.

Heliópolis foi ocupada desde o Período pré-dinastico, hoje é em grande parte destruída, seus templos e outros edifícios foram utilizadas para a construção medieval.

Segundo Diodorus Siculus, Heliópolis foi construída por Actis, um dos filhos de Helios e Rhode, quem batizou a cidade depois de seu pai. Embora todas as cidades gregas foram destruídas durante as inundações, incluindo as cidades egípcias, Heliópolis sobreviveu. A principal divindade de Heliópolis foi o deus Atum, venerado no templo principal, era conhecida pelos nomes Per-AAT ("Casa Grande") e Per-Atum ("Templo do Atum "). Durante o período Amarna, o rei Akhenaton introduziu o culto de Aton, deificando o disco solar, construindo um templo chamado Wetjes Aton ("elevando-disco do Sol"). Blocos deste templo foram posteriormente utilizados para construir as muralhas da cidade medieval do Cairo e pode ser visto em algumas das Portas da Cidade. O culto ao touro Mnevis, uma encarnação do deus Rá, teve seu centro aqui, e possuía um enterro formal terreno ao norte da cidade.

Foi a capital do Egito, por um período de tempo. Grãos foram armazenado em Heliópolis para os meses de inverno, quando muitas pessoas chegavam a cidade para se alimentar, o que levou a cidade a ganhar o título de "local de pão". O Livro dos Mortos vai mais longe e descreve como Heliópolis foi o lugar da multiplicação dos pães – um mito de Horus, que alimenta o povo com apenas 7 pães.

Heliópolis era bem conhecida pelos antigos gregos e romanos, sendo notada por geógrafos importantes do período, incluindo: Ptolomeu, Heródoto, Strabo, Diodorus, Arrian, Aelian, Plutarco, Solon, Diogenes Laertius, Josefo, Plínio o Velho, Tácito, Pomponius Mela e do bizantino geógrafo STEPHANUS de Byzantium, sv Ἡλίουπόλις.



Para as divindades, foi dedicado o famoso templo, a "Casa de Ra", construído pelo primeiro rei da 12 ª dinastia, Amenemhat I, no local de um templo anterior. Dois grandes obeliscos foram criados em frente do templo por seu filho e sucessor Sesostris (Senusret) I, em comemoração do seu jubileu. Grande parte da literatura religiosa do Egito originou com os sacerdotes de Heliópolis, e suas doutrinas foram amplamente divulgadas em todo o país. Sabemos a partir de registros das dimensões do recinto do templo principal em Heliópolis, em geral, tomavam a forma de um trapézio de cerca de 1.200 m de oeste para leste, e 1.000 m de norte a sul. Ainda que apenas fragmentos permanecem em pé.




Heródoto afirma que os sacerdotes de Heliópolis foram os mais bem informados em matéria de história de todos os egípcios. Heliópolis floresceu como um lugar de aprendizagem durante o período grego, o ensino de filosofia e astronomia foi frequentado por Orfeu, Homer, Pitágoras, Platão, Solon, e outros filósofos gregos. Manethon, o sacerdote chefe de Heliópolis, nos deixa a lista dos antigos reis do Egito a partir de seus arquivos. Mais tarde Alexandria eclipsou a aprendizagem de Heliópolis, assim, com a retirada do benefício real Heliópolis diminuiu rapidamente.

A posição do grande templo é marcada por um obelisco ainda de pé (o obelisco Massalla, mais antigo conhecido, sendo um de um par, criado pela Senusret I, o segundo rei da 12ª dinastia) e alguns blocos de granito com o nome de Rameses II. O obelisco ainda em sua posição original, de granito vermelho, 20 m de altura e pesa 120 toneladas ou 240.000 quilos. (fig. do obelisco Massalla)



A mitologia greco-romana disse que o Phoenix, depois de subir as cinzas de seu antecessor, traria as cinzas ao altar do deus do sol, em Heliópolis.


Origem: translate.google.com e Wikipédia

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Pi-Ramsés

Pi-Ramsés ou também Per-Ramsés ("A Casa de Ramsés"), foi a capital do Baixo Egito durante o reinado de Ramsés II e até ao fim da 20ª dinastia egípcia. A cidade localizava-se em Aváris, na região central do Delta do Nilo.

Para essa localidade Ramsés II transferiu a capital do Egito, antes sediada em Mênfis, pois o centro econômico e internacional do país havia se deslocado para o Delta e também porque sua família era originária daquela região. A mudança lhe permitiria escapar da influência do poderoso clero de Tebas e ficar mais próximo das fronteiras com a Síria e a Líbia, paises vassalos cuja reação ainda era um tanto imprevizível, sendo bom dar maior proteção às fronteiras egípcias. A maior proximidade com a costa do Mediterrâneo era outro fator positivo do deslocamento da capital.

A cidade foi erguida sobre uma aglomeração fundada por Seti I no começo do reinado de Ramsés II. Para lá são transferidos obeliscos e nela se erguem templos dedicados às principais divindades egípcias, como Amon, Rá e Ptah. Dois séculos depois as suas estátuas e obeliscos da cidade foram transferidas para Tânis, a nova capital da 21ª dinastia egípcia. As razões que explicam esta mudança de capital, além das raízes familiares do pai de Ramsés II – Seti I, é a sua localização estratégica estar mais próxima do principal inimigo do Egito na época, o reino Hitita (atual Turquia), facilitando assim a vigia das fronteiras e uma intervenção militar.


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Aváris (em egípcio: Hut-waret (ḥw.t-wˁr.t), em grego: Auaris, αυαρις) foi uma cidade fortificada do Antigo Egito contruída pelos invasores hicsos para servir-lhes de capital. Foi destruída quando da derrota dos hicsos, na 17ª dinastia, por Kamósis e recontruída mais tarde por Ramsés II, que a rebatizou de Pi-Ramsés ou Per-Ramsés (Casa dos Ramessidas), e fez da cidade a nova capital de seu reinado. Estima-se que a localização da cidade esteja na atual Tell el-Daba, localizado no Delta do Nilo.
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Em Pi-Ramsés localizava-se o palácio dos ramessidas, que começou a ser construído por Seti I (c. 1306 a 1290 a.C), pai de Ramsés II, de suntuosidade impressionante. As paredes interiores do palácio eram decoradas com lindíssimos mosaicos de cerâmica. Foi daí que Ramsés II partiu, no 5º ano do seu reinado, em campanha contra os hititas. No decorrer da 20ª dinastia (c. 1196 a 1070 a.C) o braço oriental do Nilo começou a secar e, em consequência, a cidade foi abandonada durante a 21ª dinastia (c. 1070 a 945 a.C) e tudo o que era transportável foi removido para Tanis e Bubástis, inclusive muitos dos monumentos de pedra. (imagem de um mosaico do palácio dos ramessidas)


Sabe-se que em Pi-Ramsés foram construídos vários templos importantes:
  1. o principal – situado no centro da cidade, foi dedicado a Amon-Harakhti-Atum.
  2. um templo do deus Seth foi encontrado,
  3. dois templos menores dedicado, um à deusa Astarte e o outro à deusa Wadjit.
Todas as áreas da cidade, sejam residenciais, destinadas ao culto ou ao enterro dos mortos, estão sendo mapeadas pelos arqueólogos. Embora os templos e os palácios possam ter sido destituídos de seus monumentos quando a capital mudou de local, muitas estátuas e blocos foram recuperados em Tanis, pois sabe-se agora que originalmente pertenciam a Pi-Ramsés. Diante do templo de Amon havia duas estátuas colossais de Ramsés II que foram re-usadas no templo de Tanis. Também havia um pátio impressionante construído por Ramsés II para os seus festivais sed, com obeliscos, estátuas e colunas.

– Entre as descobertas estão:
  • oficinas militares destinadas à fabricação e manutenção de armas, de carros de guerra leves, de duas rodas;
  • um enorme conjunto de estábulos que se calcula possam ter abrigado até 460 cavalos. Tais estábulos surpreendentes, os maiores já encontrados, cobrem uma área de quase 17.000 m². Incluem 6 filas idênticas de corredores, sendo que cada um deles foi dividido em 12 baias, de 12 m de comprimento cada uma. O chão é inclinado na direção de buracos destinados a coletar a urina dos cavalos, a qual se acredita que era empregada no tingimento de tecido, tratamento do couro e fertilização de vinhedos. O conjunto estava conectado a um vasto pátio, que era provavelmente usado para exercícios ou aprendizado de equitação. Havia duas camadas de estábulos, sendo que os maiores e posteriores provavelmente tenham sido construídos por Ramsés III (c. 1194 a 1163 a.C). Um dos pesquisadores enfatizou que os cavalos eram muito importantes na expansão do império egípcio e que os estábulos descobertos foram construídos em um local estratégico, perto de rotas comerciais que levavam ao Líbano e à Síria e que passavam não muito longe do território hitita.
  • os arqueólogos também localizaram oficinas de produção de vidro e faiança e um palácio com um piso feito de estuque folheado a ouro, com um cartucho policromado de Ramsés II nele embutido.
  • ao redor das oficinas militares, várias partes de carros de combate, cabos de setas, pontas de flecha em pedra, cabeças de dardo, punhais e lâminas de bronze para armaduras foram descobertos.

Fonte: Wikipédia e Cidade de Pi-Ramsés

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Elefantina

É uma ilha de rochas de granito, fica em frente da cidade de Assuão, no rio Nilo, no sul do Egito. Encontra-se a cerca de 900 km ao sul do Cairo, a capital egípcia, próximo a primeira catarata. Tem cerca de 1500 m de comprimento e 500 m de largura na parte sul. Antigamente, na época predinástica foi habitada e a partir do período da 1ª dinastia atingiu grande importância religiosa, comercial e militar, e manteve assim até o fim da História Egípcia Antiga. Elefantina, Apw em hieróglifos, logo foi conhecida pelos gregos como “Elefantina” provavelmente porque lá houvesse um centro mercantil ou mercado notório onde se vende o marfim africano. Sabe-se que os reis egípcios construíram templos dedicados à tríade da ilha ( Khnum, Satet e Anqet).

Quando as atividades comerciais foram transferidas a cidade de Assuão durante a época greco-romana Elefantina começou a perder parte da sua importância. No século V a.C a ilha foi convertida a uma fortaleza pelos romanos. Os monumentos da ilha foram usados por séculos como pedreiras o que resultou em grande destruição das estruturas antigas. Entre as mais marcantes ruínas monumentais do local destacam-se:
  • O templo da deusa Satet, a deusa da Guerra e a esposa do deus Khnum, deus da criação segundo as crenças antigas. Este templo foi construído na época Ptolomaica. Parece que tal templo foi instalado em cima de ruínas de outro templo mais antigo datado do reinado de Hatshepsut (18ª dinastia).
  • As ruínas do templo do deus Khnum ainda se encontram lá, e atestam que aquele templo construído no reinado de Nekht-Nebf (o último faraó nacional da 30ª dinastia) foi enorme e de destaque. Também houve aumentos adicionados à construção durante o período greco-romano.
  • Se encontra também o cemitério dos carneiros sagrados que abrigam muitos sarcófagos de pedra, onde umas múmias de carneiros foram achados, e esses carneiros, sem dúvida, simbolizam o deus Khnum, deus da criação e senhor da catarata. Hoje em dia essas múmias estão exibidas no Museu de Assuão na ilha.
Na época do rei Apriés (26ª dinastia) os judeus fixaram-se na ilha, onde formaram uma comunidade próspera. Após o período de dominação persa sobre o Egito os judeus foram perseguidos. Sabe-se que na ilha existiu um templo dedicado a seu deus, que foi destruído.
Atualmente Elefantina é uma atração turística, onde chegam os vários cruzeiros que percorrem o Nilo.

____Arqueologia______
A ilha tem sido alvo de escavações arqueológicas intensas nas últimas décadas, apesar do governador turco de Assuão ter mandado destruir vários achados da ilha em 1822.

Destaca-se na ilha o «Nilômetro», mencionado pelo grego Estrabão – era uma forma de medir o nível do Nilo, consistindo num conjunto de oitenta degraus que se acham na costa, junto ao rio. É possível observar marcações nas suas paredes que remontam ao período romano.

O faraó Amen-hotep III (Amenófis III) mandou construir na ilha um templo por ocasião do seu jubileu, no 30º ano do seu reinado. Este templo, situado a oeste do Nilômetro, existiu até o século XIX, mas nada resta dele atualmente. Sucedeu o mesmo ao templo de Tutmés III, destruído em 1822. Ramsés II também mandou construir um pequeno templo, igualmente perdido.

Nesta ilha foi descoberta uma pequena pirâmide da época do Império Antigo e um calendário inscrito na rocha da época do rei Tutmés III (18ª dinastia). Nectanebo II mandou construir na ilha um grande templo dedicado a Khnum que foi concluído no período ptolemaico e romano, cujas ruínas se acham no local. Na margem esquerda do Nilo, em Qubbet el-Haua, localizam-se túmulos escavados na rocha de governantes locais da época dos Impérios Antigo e Médio, destacando-se o túmulo do governador Sarenput (12ª dinastia).

Fonte: Wikipédia e descobriregipto.com

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Abidos

Inicialmente denominada Abdjw e Ebot em copta, esta cidade tem hoje o nome de Araba el-Madfounah, uma cidade do Antigo Egito pertencente ao VIII nomo do Alto Egito. O seu nome egípcio era Abdjw, onde se conservava a cabeça sagrada de Osíris. Onde encontraram as tábuas com a lista dos primeiros 77 reis e os restos das tumbas reais das primeiras dinastias e os templos de Osiris, de Seti I, de Ramsés II.

História
Os primeiros restos arqueológicos datam de 4000 a.C , posteriormente foi o lugar mais importante de tumbas das primeiras dinastias de reis egípcios. Ao fim da V dinastia surgiu o culto a Osíris. O mito de Osíris , segundo a tradição: em Abidos estava sua cabeça. Os mistérios de Osíris, no que produzia ritualmente a morte e a ressurreição do deus. Isto levou Abidos a se converter na cidade santa de Osíris, a cidade acolhia milhares de peregrinos. O último edifício construído foi o novo templo de Nectanebo I, na XXX dinastia. Na época ptolomaica a cidade decaiu e acabou desabitada.

Arquitetura
Um dos principais edifícios é o Templo de Seti I que foi construído em memória de Osiris, é o maior de todos os edifícios em Abidos. O templo, tem uma planta em forma de "L" , todo o conjunto está rodeado por um muro.

O Templo de Ramsés II, é um pequeno edifício ao noroeste do templo de Osíris, para mostrar o espírito de Ramsés numa relação estreita com Osíris.

Na zona entre o templo de Osíris e os cemitérios, que se estendia por 1,5 km aproximadamente ao sudoeste de Kom el-Sultan, até o templo de Seti I, os cemitérios são muitos mais extensos do que outros jazigos funerários locais. No Império Médio os faraós começaram a construir cenotáfios* em Abidos, culminando na XIX dinastia com os templos de Seti I e Ramsés II.
As atrações mais importantes em Abidos são os templos de Seti I, Ramsés II, o de Osiris, e o Osireion, que se encontra por trás do Templo de Seti I.
Origem: Wikipédia


O helicóptero de Abidos



Desenhos de naves, encontrado nas paredes do templo de Seti I, na sala hipostila.



À primeira vista, as figuras parecem realmente tanto com helicópteros e aviões que tem-se a impressão de que é uma fraude, ou uma montagem. Porém, expedições posteriores e mesmo anteriores incluindo uma disputa sobre a descoberta do 'achado' parecem confirmar que os hieroglifos existem da forma como é mostrada na fotografia.

O programa FOX não consultou egiptólogos sobre as figuras. Talvez porque aos egiptólogos elas têm uma explicação bem diferente:

"...., Eu temo que vocês foram sujeitos à famosa febre do "helicóptero de Abydos". Há uma explicação simples ao que vocês estão vendo, pelo menos, como nós vemos isso na egiptologia. Não há mistério aqui; é apenas um palimpsesto (... definido como "... Um manuscrito, tipicamente um papiro ou pergaminho em que foi escrito mais de uma vez, sem que a escrita anterior seja completamente apagada e freqüentemente ainda legível "...). Foi decidido na Antigüidade substituir o título real de cinco camadas de Seti I pelo de seu filho e sucessor, Ramsés II. Nas fotos, nós vemos claramente "Aquele que repele as nove alianças", que figura um pouco dos dois nomes femininos de Seti I, substituído por "Aquele que protege o Egito e supera os países estrangeiros", dois nomes femininos de Ramses II. Com parte do reboco que cobria o título de Seti I agora caído, alguns dos símbolos superpostos realmente parecem-se com um submarinos, etc., mas é apenas uma coincidência.



O que está acontecendo nas fotografias é bem claro; apenas consultem Juergen von Beckerath, Handbuch der aegyptischen Koenigsnamen, Muencher aegyptologische Studien 20, páginas 235 a 237.

Essa questão aparece de vez em quando em listas na internet acadêmicas como a Anciente Near East (ANE) e outras, então nós todos estamos bem familiares com ela.

Katherine Griffis-Greenberg
Membro, Centro de Pesquisa Americana no Egito
Associação Internacional de Egiptologistas
Univ de Akabama em Birmingham
Estudos Especiais"


A explicação de que é um palimpsesto, ou seja, a superposição de hieroglifos faz muito sentido. Basta olhar de novo para a foto olhando o diagrama, até mesmo um leigo pode perceber a superposição, e como há reboco caindo que coincidentemente acaba dando forma a desenhos intrigantes. É preciso notar que de fato, o helicóptero não foi totalmente identificado. Parte dos dois símbolos que o formam foi. Mas ao notar que o "submarino" e mesmo o 'avião e dirigível' foram, fica mais difícil acreditar que aquilo realmente seja um helicóptero.

Consideremos por um momento que aquilo seja realmente a representação de um helicóptero. Em primeiro lugar, falta ao desenho do helicóptero um contra-rotor na cauda. Tal helicóptero não voaria, ficaria girando descontroladamente. Mesmo com um rotor, ele seria incompatível com o estabilizador horizontal que, este sim, está representado. Essa não é a cauda de um helicóptero, é a de um avião.

Ainda, há uma inconsistência freqüente nessas reinterpretações de desenhos antigos. Se aquilo é um helicóptero, presume-se que foi inventado em uma cultura que nada tinha a ver com a que inventou o helicóptero que nós conhecemos. É uma ENORME coincidência que dois helicóptero inventados independentemente sejam iguais. O mesmo aplica-se a foguetes e a trajes espaciais. Se há algum desenho de helicóptero, foguete ou traje espacial de dez mil anos, nós provavelmente não reconheceríamos nenhum deles como tal. (www.ceticismoaberto.com)



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* cenotáfio
ce.no.tá.fio
sm (gr kenotáphion) Monumento sepulcral erigido em memória de defunto sepultado em outro lugar. (dicionário Michaelis)
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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Bubastis e os gatos

Segundo conta Heródoto – Bubastis era considerada, na Antiguidade a mais culta cidade egípcia, onde se celebrava uma das festas anuais mais importantes do Egito: as bubastias. No seu solo, encontram-se restos arqueológicos tanto do Antigo como do Médio Império, bem como do Novo e do Terceiro Período Intermediário. Nos seus arredores, encontram-se as galerias subterrâneas de um dos mais importantes cemitérios de gatos, animal venerado no local sob a forma da deusa Bastet.

É numa colina, atualmente chamada Tel-Basta, que se encontra a antiga Bubastis. Tel-Basta fica situada a cerca de 80 km a noroeste do Cairo, na margem oriental do Delta do Nilo. Esta cidade foi capital do nomo XVIII, uma das subdivisões regionais do Baixo Egito, e capital do país durante as XXII e XXIII dinastias. Deve a sua importância ao fato de estar situada na entrada do Uadi Tumilat, a principal via de comunicação com o Golfo de Suez, a Península do Sinai e o Sudoeste asiático. Até 1887-1889, quando Naville começou as primeiras escavações, Bubastis era apenas um monte de paredes e blocos de pedra. As sucessivas escavações permitiram obter informação exaustiva a cerca da evolução da cidade ao longo de toda a sua história, que vai a IV dinastia até ao período da dominação romana.

A deusa Bastet
Esta deusa gata era a divindade local de Bubastis. Durante o Antigo Império, a deusa Bastet foi incorporada no panteão dos deuses egípcios. No Médio Império, o gato tornou-se o animal sagrado de Bubastis. A partir do Novo Império, a deusa foi representada com cabeça de gato. O seu nome é representado por um frasco  de unguento que, provavelmente, era utilizado nas cerimônias funerárias, de modo que a sua iconografia está de certa forma relacionada com o ritual da unção. São muitas as representações nas quais Bastet costuma aparecer com aspecto humanizado:
  • corpo de mulher e cabeça de gata, um singular enfeite de cabeça, um brinco na orelha e um colar no peito, nas mãos tem um sistro, ou matraca e uma égide, ou escudo, e do seu braço pende um cesto
  • também assumia uma aparência irada e, neste caso, representada com cabeça de leoa
Bastet era identificada com as deusas: Hathor, Sekhemet, Tefnut, Mut (em Tebas) e Uadjit. Em épocas posteriores, passaria a denominar-se "a alma de Ísis". De um modo geral, é difícil estabelecer a separação entre Bastet, Hathor, Sekhemet, Tefnut, uma vez que todas estas divindades partilham muito dos seus mitos. Associada as outras deusas, Bastet foi introduzida no mito da deusa longínqua, afastando-se da Núbia, onde foi apreciada pela sua aparência irada e adotou a forma leonina, passando depois a ser identificada com o olho de Rá. Este mito aparece gravado pela primeira vez nas paredes do túmulo de Seti I, e posteriormente passou a ilustrar muitos dos templos do período ptolomaico.

O templo
Na sua época de esplendor o seu templo era rodeado pelas águas e parecia uma ilha. O conjunto ficava situado no centro da cidade, mas a sua altura era inferior à dos demais edifícios do local. Atualmente, existem apenas vestígios que nos permitem saber qual era a sua forma e que dimensões possuia. Entre as ruínas que se podem visitar, destacam-se o átrio, que data da XXII dinastia, e o pátio "jubilar" de Osorkon II. Este pátio é antecedido por um portal monumental decorado com representações muito interessantes da festa do Heb Sed e do seu fundador. Da sala hipostila só resta parte das arquitraves e das colunas palmiformes, procedentes do Médio Império. O santuário atribuído a Nakhthorheb (Nectanebo II), da XXX dinastia. Do outro lado da calçada podem ser visitadas as ruínas do templo de Pepi I, pertencentes a VI dinastia. Ao norte do grande templo, fica a necrópole da cidade, com um cemitério do Médio Império e túmulos de diferents épocas. A oeste ficam as ruínas de um edifício de tijolo da XII dinastia. Uma sala hipostila, da qual apenas existem as bases das colunas, um pátio com pilares e salas anexas são os restos do que poderia ter sido um palácio ou um templo. (na figura ruínas do templo)

O cemitério dos gatos

Nos templos da deusa Beastet em Bubastis, criavam-se gatos. Seguindo pela estrada em direção a Zagazig, chegamos as galerias subterrâneas do cemitério dos gatos sagrados. Esses animais eram considerados a encarnação terrestre da deusa. Quando morriam, eram cuidadosamente mumificados e enterrados na sua própria necrópole, em túmulos que lhes eram especialmente destinados. (figura ao lado de uma múmia de gato)





Fonte: Egitomania – o fascinante mundo do antigo Egito – fascículos 2001

terça-feira, 5 de maio de 2009

Tebas



Situada no local atual da cidade moderna de Luxor, quase a 750 km a sul da cidade do Cairo, a grande Tebas era a capital gloriosa do Egito por mais de 1500 anos. Foi a cidade mais dominante e mais sofisticada no antigo mundo. Originalmente foi nomeada de wasset "o cetro" e também foi conhecida pelo nome niwt "a cidade". 





– Tebas antiga foi dividida em duas partes fundamentais: 
  • o Leste de Tebas, a cidade dos vivos, onde se encontram os palácios reais, os templos de culto, os diversos edifícios da administração, os mercados 
  • o Oeste de Tebas, a cidade dos mortos (a necrópole tebana). 
O rio Nilo foi e ainda é a única barreira que separa as duas partes históricas da cidade. Tebas antiga estava situada nas periferias dos atuais templos principais da cidade de Luxor: 
– Karnak  
– Luxor 
ambos os centros religiosos foram consagrados fundamentalmente ao culto de Amon, Mut, e Khonso.

A partir da época da segunda unificação do reino egípcio pelo rei tebano «Neb-Hebet-Rá», Montohotep I, por volta de 2134. a.C , Tebas passou a ser a capital do país, tendo em conta que os monarcas da dinastia XI pertencem a essa cidade celebre, porém o deus poderoso na cidade daquela época não foi Amon, mas o deus da guerra "Monto". Quando os reis da dinastia XII deixaram Tebas e fundaram nova capital " Ithet-tawi", em Beni Suef, provavelmente Tebas perdeu uma grande parte da sua importância. Por volta de 1570 a. C  com a terceira unificação e a expulsão dos Hicsos, graças as batalhas prolongadas de libertação feitas a cabo pelos reis da dinastia tebana conhecida como a dinastia XVII, Tebas recuperou o seu valor e passou de novo a ser a capital do reino egípcio unido. Com a restauração da paz e sossego durante os reinados daqueles monarcas poderosos surgiu grande prosperidade comercial e artística.  Tutmés III, o grande faraó guerreiro expandiu os cantos do seu império para todas as direções do mundo então conhecido, o celebre rei mandou construir grandes edifícios ao longo do país sobretudo em Tebas, e durante o seu reinado longo,  Karnak foi de fato, um magnífico centro religioso no mundo inteiro. Naquela época quando o poder egípcio atingiu Ásia e Núbia, grandes quantidades de tributos das terras subjugadas eram remetidas a Tebas. Naquela época a palavra do faraó no seu palácio em Tebas fazia tremer os cantos do mundo antigo. Mensageiros, deligações e recados vinham para a grande Tebas, a rainha das cidades do mundo antigo. Por tanto os cidadãos tebanos viveram em prosperidade e harmonia enquanto o monarca regia e controlava imenso império e diversos súditos com firmeza e justiça. Tutankamon o faraó jovem regressa a Tebas, retaurando o culto tradicional de Amon. E assim outra vez Tebas recuperou o seu poder e prestígio. Durante a época da dinastia XIX e a  XX , Tebas permanece sendo grande capital oficial do país como uma das mais prósperas cidades do antigo mundo caracterizada pela sua riqueza e prosperidade em todos os setores da vida. Os grandes reis Seti I, Ramsés II embelezaram  a cidade com diversos edifícios. Após a conquista de Alexandre Magno, os Ptolomeus macedônios fundaram uma dinastia de 323 a.C a 30 a.C. e Tebas foi o nome grego dado a cidade naquela época. 

Luxor atual é uma cidade pequena que se extende 15 km do norte para sul. Tem cerca de 250.000 habitantes. A atividade principal da cidade é o turismo. A maior parte da população da cidade trabalha no turismo porém, ainda há uma atividade notável de agricultura sobretudo a cana de açúcar. Luxor está dividida em duas partes: 
  • leste de Luxor (a parte urbana de Luxor), com os dois templos famosos do Karnak e de Luxor, o aeroporto, a estação de Comboio, os ancoradouros de cruzeiros, os hotéis, os restaurantes, o mercado, as lojas de presentes 
  • oeste de Luxor que contem vilas e sítios ricos em monumentos como: o Vale dos Reis, o Vale das Rainhas, o Vale dos Nobres, Der El Medina, El Der El Bahari, Kurna, Medinet Hapo.
Tebas Antiga e sua necrópole é um Patrimônio Mundial da UNESCO no Egito. O sítio é constituído pelos últimos testemunhos da antiga capital egípcia.

– Tebas Antiga e a sua Necrópole é composta pelos sítios:
  1. Templo de Karnak
  2. Templo de Luxor
  3. Vale dos Reis
  4. Vale das Rainhas

Egito

Duas grandes forças: o rio Nilo e o deserto do Saara, configuraram uma das civilizações mais duradoras do mundo. Todos os anos o rio inundava suas margens e depositava uma camada de terra fértil em sua planície aluvial. Os egípcios chamavam a região de Kemet, "terra negra". Esse ciclo fazia prosperar as plantações, abarrotava os celeiros reais e sustentava uma teocracia – encabeçada por um rei de ascendência divina, ou faraó – cujos conceitos básicos se mantiveram inalterados por mais de 3 mil anos. O deserto, por sua vez, atuava como barreira natural, protegendo o Egito das invasões de exércitos e idéias que alteraram  profundamente outras sociedades antigas. O clima seco preservou artefatos como o Grande Papiro Harris, revelando detalhes de uma cultura que ainda hoje suscita admiração.

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