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sábado, 17 de julho de 2010

A mudança no conceito de soberania

Médio Império


Esse período é significativamente diferente dos precedentes, quando o rei imponente e endeusado era a manifestação do deus falcão Hórus e filho de Rá.

No final da 6ª dinastia o poder do Estado instalado em Mênfis sofreu um declínio, com o estado centralizado fragmentando-se aparentemente em unidades menores. Essa descentralização política também liberou a arte provinciana, até então desprezada – especialmente a das áreas do interior do Alto Egito – do domínio dos modelos obedecidos em Mênfis. As mudanças drásticas, fugindo da tradição que prevalecia durante os 160 anos que ocorreram entre o fim da 6ª e da 11ª dinastia, são evidentes na decoração mural e nas estelas pintadas das tumbas particulares encontradas no Médio e no Alto Egito, como as de Naga al-Deir, as de Tebas e as de Mo'alla. Suas figuras alongadas, afetadas e desproporcionais, que geralmente parecem flutuar no espaço em decorrência da ausência de linhas que representem o chão, foram claramente libertadas do antigo e rígido cânone de proporções.

Essa fase do desabrochar do provincialismo foi logo substituída, no Alto Egito, pela nova ordem artística e política dos governadores tebanos, em meados da 11ª dinastia, especialmente a do rei mais poderoso da época, Mentuhotep Nebhepetre. Apesar das tentativas, por parte dos artistas tebanos, de recriar o estilo de Mênfis, suas obras são infundidas pelos motivos e pelos elementos oriundos do Alto Egito. Essa mistura de estilos é bem documentada em objetos encontrados na primeira parte do reinado de Montuhotep. Os sarcófagos de pedra calcária da princesa Kawit e da rainha Ashayt, encontrados no templo do rei em Deir el-Bahri, com decoração em relevo retrata a maestria dos artistas, que pareciam bem treinados no entalhe da madeira. Os novos temas não dependem dos protótipos de Mênfis, como no Antigo Império e elevam os até então motivos menores, como os servos enfeitando a rainha ou os operários tirando leite das vacas.

Depois de uma longa batalha, Mentuhotep venceu os governantes de Heracleópolis, em meados de seu reinado. Uma capela do rei em Dendera pode ser vista como um monumento a sua vitória. A decoração e as inscrições dão a ideia de que ela foi construída no santuário da deusa Hathor para comemorar a vitória do rei e a reunificação do país. Relevos nas paredes da capela retratam a glória militar do faraó, os aspectos divinos do soberano, de estilo recém estabelecido do Alto Egito.

O mais significativo monumento arquitetônico da época é o templo de Mentuhotep em Deir al-Bahri, Tebas, que foi dedicado a Montu, ao rei e depois a Amon-Rá. Sua estrutura exibe um terraço e corredores abertos com pilares cercando a parte central do templo, parece ter sido originada nas ideias arquitetônicas do Alto Egito. Uma figura em tamanho natural do rei sentado, esculpida em arenito pintado, foi enterrada em sua própria tumba, a 70 m abaixo do templo. O corpo poderoso, a face redonda e os olhos grandes demostram o despertar das potentes forças rurais da província de Tebas, que até aqui permaneciam dormentes.

A geração seguinte a Mentuhotep Nebhepetre desenvolveu um novo estilo, influenciado por Mênfis. O colorido mundo pictórico retratado nas paredes das mastabas do Antigo Império quase desapareceu com o final da 6ª dinastia. A partir desse período, as cenas da vida cotidiana eram escondidas sob a terra, aparecendo nas pinturas murais das câmaras funerárias e no formato de miniaturas em madeira que retratam ferramentas, armas e barcos, assim como figuras de animais e humanos em várias ocupações. Esses modelos eram confeccionados para servir de provisões para o lar do falecido na outra vida.

A autonomia e o domínio de Tebas chegaram ao fim quando, por motivos desconhecidos, Amenemhet I transferiu sua residência da capital do Antigo Império, Mênfis, e fundou seu novo lar em Iti-tawi, a moderna Licht. Depois do reinado aparentemente atribulado de Amenemhet, seu filho Senusret I conseguiu restabelecer o antigo esplendor do Egito. Esse fato foi destacado pela construção de uma grande pirâmide em Licht, mas também por uma intensa atividade de construção em todos os santuários importantes do país.

A tendência da 12ª dinastia foi em olhar para trás e voltar ao arcaico. Dez figuras de Senusret I sentado, em tamanho descomunal, encontrado em seu complexo de pirâmides em Licht, são de pedra calcária branca, sem pintura, nunca foram colocadas no templo. A expressão rígida e impassível de sua face, com seu sorriso congelado, une essas figuras com a escultura do final do Antigo Império. Senusret I também construiu santuários em Karnak, associados ao festival de renovação real, o heb-sed. O mais espetacular é a Capela Branca (foto). As obras dessa época irradiam a aura de um mundo seguro, harmonioso e jovial, governado pela ideia de um maat duradouro e perfeito. Essa visão tornou-se nublada no período seguinte, a terceira e última fase dessa dinastia, dominado por dois governantes de destaque:
  1. Senusret III e
  2. Amenemhet III
Seus reinados, cuja riqueza é absolutamente evidente, foram marcados por profundos distúrbios políticos religiosos e artísticos.

A região de Tebas era o local de várias estátuas monumentais de Senusret III em granito. Um aspecto importante da soberania é representado por um monumental portão de pedra calcária de Senusret III.

Várias estátuas de Amenemhet III, filho de Senusret III, estão preservadas, encontradas nas escavações nas ruínas do templo de Tânis. Enquanto normalmente a cabeça da esfínge é inteiramente humana, aqui a face do rei é emoldurada por uma imensa juba de leão.

A estatuária real do final da 12ª dinastia e do início da 13ª não representa indivíduos envelhecidos, mas sim a antiga instituição da soberania.

O extraordinário número de governantes da 13 ª dinastia (aproximadamente 70) que surgiu nas listagens subsequentes dos reis ainda não foi totalmente explicado. O Estado central na região de Mênfis parece ter mantido o controle durante os próximos 130 anos. O número e a importância dos monumentos reais e particulares e da estatuária diminuíram consideravelmente, apesar da alta qualidade de algumas esculturas.

A transferência de grande parte do poder governamental do rei para o vizir, durante a 13ª dinastia, é refletida em um declínio da escultura real em favor da estatuária dos altos oficiais. As duas estátuas colossais de Semenkhare Mermeshau sentado, feitas de granito são caracterizadas pelo olhar intenso e sinistro, pela estrutura geométrica da superfície das pernas e do corpo e pela cintura surpreendentemente fina.

Por volta de 1650 aC, o declínio gradual da 13ª dinastia facilitou uma infiltração de estrangeiros do Delta, mais tarde conhecida como a invasão dos hicsos, que assumiram o poder, dando fim a 13ª dinastia. Iniciando assim um novo capítulo da história do Egito – o Segundo Período Intermediário.


Fonte: 'Tesouros do Egito' do Museu Egípcio do Cairo

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Dinastia Macedônica




Dinastia macedônica
Alexandre Magno: 332 - 323
Filipe Arrideu: 323 - 317
Alexandre IV: 317 - 310


leia: Alexandre 'o Grande'










Filipe III Arrideu
(Grego: Φίλιππος Αρριδαίος; ca. 359 a.C. - 25 de dezembro de 317 a.C.), rei da Macedônia de 10 de junho de 323 aC. até sua morte, era filho do rei Filipe II da Macedônia com uma suposta dançarina da Tessália chamada Filina de Lárissa, e meio-irmão de Alexandre, o Grande. Chamado de Arrideu ao nascimento, assumiu o nome de Filipe ao subir ao trono. Aparentemente, era "retardado mentalmente". No relato de Plutarco, tornou-se débil e epilético após uma tentativa de envenenamento por Olímpia do Épiro, esposa de Filipe II e mãe de Alexandre, que queria eliminar um possível rival de seu filho. Este episódio, no entanto, pode ser apenas um boato malicioso, já que não há evidência de que Olímpia realmente causou esta condição em seu afilhado. Alexandre o estimava muito, e o levou consigo em suas campanhas, tanto para proteger sua vida e para se assegurar de que ele não seria usado como peão em uma eventual disputa pelo trono. Após a morte prematura de Alexandre na Babilônia, Arrideu foi proclamado rei pelo exército macedônio na Ásia; acabou não passando, porém, de um mero testa-de-ferro, um títere nas mãos de poderosos generais que se sucederam; seu reinado e sua vida não perduraram muito tempo.
  • A cratera de Arrideu, na Lua, foi batizada em sua homenagem.


Alexandre IV da Macedônia
(em grego, Aλέξανδρος Aιγός, 323 – 309 a.C.) (também conhecido como: Alexandre Aegus) era o filho de Alexandre, o Grande e da princesa Roxana, da Báctria. Roxana estava grávida quando seu marido morreu e o sexo de seu futuro bebê era desconhecido. Por essa razão, houve dissensão no exército da antiga Macedônia por causa da ordem de sucessão. Enquanto a infantaria apoiava o tio do bebê, Filipe Arrideu (que era epiléptico e ilegítimo), o general Perdicas, comandante da Cavalaria (Eteros), os persuadiu a esperar, na expectativa de que o filho de Roxana fosse homem. As facções se comprometeram e Perdicas governaria o Império como regente enquanto Filipe reinaria, mas sem autoridade real. Alexandre IV nasceu em agosto de 323 aC.

Após uma regência severa, derrotas militares no Egito, e motim no exército, Pérdicas foi assassinado por seus mais altos oficiais em junho de 320 aC., quando então Antípatro foi nomeado como novo regente na Partição de Triparadisus. Ele levou consigo Roxana e os dois reis para a Macedônia e abriu mão da pretensão ao governo do império de Alexandre, deixando as antigas províncias do Egito e da Ásia sob controle dos sátrapas. Quando Antípatro morreu em 319 a.C. deixou Poliperconte, um general macedônio que havia servido a Filipe II e Alexandre, como seu sucessor, preterindo seu próprio filho, Cassandro da Macedônia.
Cassandro se aliou a Ptolomeu Sóter, Antígono Monoftalmo e Eurídice, a ambiciosa esposa do rei Filipe Arrideu, e declarou guerra contra a Regência. Poliperconte aliou-se a Eumenes de Cárdia e Olímpia, mãe de Alexandre, o Grande.

Embora Poliperconte tenha obtido sucesso no início, tomando controle das cidades gregas, sua frota foi destruída por Antígono em 318 aC. Quando, depois da batalha, Cassandro dominou completamente a Macedônia, Poliperconte foi forçado a fugir para o Épiro, seguido por Roxana e o pequeno Alexandre. Alguns meses mais tarde, Olímpia conseguiu persuadir seu parente, Eácida do Épiro, a invadir a Macedônia juntamente com Poliperconte. O exército de Eurídice se recusou a lutar contra a mãe de Alexandre e se rendeu a Olímpia, e Poliperconte e Eácida retomaram a Macedônia. Filipe e Eurídice foram capturados e executados em 317 aC., o que fez de Alexandre IV o rei e deixou Olímpia no controle efetivo do governo, na medida em que era a sua regente.

Cassandro retornou no ano seguinte, conquistando a Macedônia mais uma vez. Olímpia foi imediatamente executada, enquanto o rei e sua mãe foram aprisionados e mantidos na cidadela de Anfípolis, sob a supervisão de Gláucias. A paz foi selada entre Cassandro, Antígono, Ptolomeu e Lisímaco, pondo um fim à Terceira Guerra dos Diádocos, em 311 aC., quando se fez um tratado que assegurava os direitos de Alexandre IV e afirmava explicitamente que ele deveria suceder a Cassandro quando chegasse à maior idade.

Logo depois do tratado, os defensores da dinastia dos Argéadas declararam que Alexandre IV deveria assumir o poder e que um regente não era mais necessário. A resposta de Cassandro foi definitiva:
  • para assegurar seu domínio, ele ordenou a Gláucias, em 309 aC., que assassinasse o jovem Alexandre, então com 13 anos, juntamente com sua mãe. As ordens foram cumpridas, e ambos foram envenenados.

Fonte: Wikipédia

domingo, 6 de dezembro de 2009

Segundo Período Intermediário

  • O Medio Império (2040-1640 aC) termina praticamente na 12ª dinastia, com uma mulher faraó, pois a 13ª e a 14ª dinastias foram repletas de troca de governantes.

13ª Dinastia (1783-após 1640 aC)
Cerca de 70 governantes tebanos efêmeros.

14ª Dinastia
Número desconhecido de governantes.


  • O Segundo Período Intermediário (1640-1532 aC) abrange três dinastias:

15ª Dinastia
Salitis
Sheshi
Khian
Apophis (c. 1585-1542 aC)
Khamudi (c. 1542-1532 aC)

16ª Dinastia
Reis hicsos menos importantes governando juntamente com a 15ª dinastia.

17ª Dinastia (1640-1550 aC)
15 reis tebanos, dentre os quais os mais importantes são:
Intef V
Sobekemsaef I
Sobekemsaef II
Intef VI
Intef VII
Seqenenre Tao I
Seqenenre Tao II
Kamose


Origem: 'Tesouros do Egito' do Museu Egípcio do Cairo

domingo, 8 de novembro de 2009

Antigo Império e 1º período intermediário

Antigo Império (2 575- 2 135 aC) e Primeiro período intermediário (2 150-2 040 aC).


Quarta dinastia:
Esnofru – 2575-2551 aC
Quéops – 2551-2528 aC
Dedefre – 2528-2520 aC
Quéfren – 2520-2494 aC
Miquerinos – 2490-2472 aC
Quepsesquef – 2472-2467 aC

Quinta dinastia:
Veserquef – 2465-2458 aC
Sahure – 2458-2446 aC
Neferquere Kabai – 2446-2426 aC
Chepsesquere – 2426-2419 aC
Raneferef – 2419-2416 aC
Neuserre – 2416- 2392 aC
Mencauor – 2396-2388 aC
Zedquere Isesi – 2388-2356 aC
Unas – 2356-2323 aC

Sexta dinastia:
Teti – 2323-2291 aC
Pepi I – 2289-2255 aC
Merenre – 2255-2246 aC
Pepi II - 2246-2152 aC

Sétima dinastia:
Uma dinastia sombria. Manetho faz alusão aos "setenta reis de Mênfis que governaram por setenta dias", para indicar o confuso período pelo qual o Egito passava.

Oitava dinastia:
Mais de 20 reis efêmeros.

Nona e décima dinastias:
O governo de grande parte do Egito passou para as mãos da cidade de Heracleópolis.

Décima primeira dinastia:
Intef I – 2134-2040 aC
Intef II – 2118-2069 aC
Intef III – 2069-2061 aC
Mentuhotep I Nebhepetre – 2061-2010

Origem: 'Tesouros do Egito' do Museu Egípcio do Cairo

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Período dinástico inicial

2920-2575 a.C

Primeira dinastia (2920-2770 a.C)
Aha (Menés?)
Zer
Den
Anez-jeb
Semerchet
Qa'a

Segunda dinastia (2770-2649 a.C)
Hetep-sechemui
Raneb
Ninetjer
Perj-íbsen
Ca'sechem (Ca'sechemui)

Terceira dinastia (2649-2575 a.C)
Sanecht (2649-2630 a.C)
Djosern (Netjrikhet) (2630-2611 a.C)
Sekhemkhet (2611-2603 a.C)
Ca'ba (2603-2600 a.C)
Huni (2600-2575 a.C)

Fonte: 'Tesouros do Egito' do Museu Egípcio do Cairo - de Francesco Tiradritti e Araldo De Luca

domingo, 19 de julho de 2009

19ª Dinastia


Seti I e seu filho Ramsés II, contemplando os seus antepassados

Foi fundada em 1293 a.C quando o faraó Ramsés I assumiu o trono. O último faraó da 18ª dinastia, Horemheb, conseguiu no seu reinado de cerca de um quarto de século estabilizar o Império Egípcio e as suas fronteiras, após o conturbado período dos Reis de Amarna. Morreu sem herdeiros e deixou como sucessor o seu vizir – Paramesse, agora, Ramsés I que morre no seu segundo ano de reinado. A sua Grande Esposa Real, foi a pioneira na criação de túmulos no Vale das Rainhas. Até à data, as rainhas eram normalmente supultadas nos túmulos dos seus esposos. Se morressem posteriormente, o túmulo seria reaberto. Contudo, Sitré teve direito a túmulo próprio numa zona adjacente ao Vale dos Reis, hoje conhecida como Vale das Rainhas.

A 19ª dinastia, ou dinastia Ramséssida devido ao nome do seu fundador, prosseguiu com Seti I, filho de Ramsés I. E depois com o filho deste: Ramsés II 'o Grande'. Sob a proteção destes dois monarcas o Egito prosperou. O Egito conheceu um esplendor inimaginável. Tanto no curto reinado de pouco mais de uma década de Seti I, como no longo reinado de 64 anos de Ramsés II, as campanhas militares sucederam-se e o Egito era a primeira potência da zona do Médio Oriente e Norte de África. O fulgor artístico e a magnificência do aparato régio e clerical não encontram par em nenhum outro período da história egípcia.


Com a morte de Ramsés II 'o Grande', entrou também em declíneo a época áurea do Egito faraônico. O seu filho e sucessor Merenptah teve de enfrentar um período de crescente instabilidade durante o seu reinado de cerca de uma década. Quando da sua morte ocorreu um intervalo na sucessão do Trono das Duas Terras: os indícios arqueológicos apontam para um golpe de Estado em que um príncipe, Amenmesés, terá aproveitado a ausência do presuntivo herdeiro para tomar o poder durante quatro anos. O verdadeiro herdeiro do faraó Merenptah, o príncipe Seti-Merenptah, recupera o trono, com o nome de Seti II. O Egito cada vez mais se abria ao Mundo Mediterrânico, perdendo o isolamento quase total que o seu enquadramento geográfico lhe proporcionava. Já desde o Império Médio que as relações diplomáticas, quer hostis quer amigáveis, se vinham intensificando. Com faraós como Amenhotep III, da 18ª dinastia ou Ramsés II, da 19ª dinastia, tal intercâmbio com o estrangeiro atinge apogeus de intensidade. Situação que se mantém em continuo daí em diante e que levará a situações como a vivida por Ramsés III face aos Povos do Mar.


A Seti II sucede o filho Siptah num curto e atribulado reinado de 6 anos. Com a morte de Siptah extingue-se a linha dos Ramséssidas. A Grande Esposa Real de Seti II, Tausaret, apodera-se do trono e declara-se faraó tomando todos os nomes e títulos inerentes ao cargo. A 19ª dinastia acaba assim em grande confusão e os egiptólogos acreditam que a presença de uma mulher no trono provocou um período de anarquia. Um novo faraó acabará por se impor, Setnakht; fundando a 20ª dinastia egípcia.


























































_______Lista de Faraós_________

Nome (Nome do cartucho) – Datação aproximada do reinado (ainda há muitas divergências quanto as datas)

1º - Ramsés I (Menpehtire) – 1293 a 1291 a.C.
2º - Seti I (Menmaat-re) – 1291 a 1278 a.C.
3º - Ramsés II (Usermaat-re-setepenre) – 1279 a 1212 a.C.
4º - Merneptah (Baenre-hotepirmaat) – 1212 a 1202 a.C.
5º - Amenmesés (Menmi-re) – 1202 a 1199 a.C.
6º - Seti II (Userkheprure-setepenre) – 1199 a 1193 a.C.
7º - Siptah (Akhenre-setepenre) – 1193 a 1187 a.C.
8º - Tausert (Sit-re-meritamun) – 1187 a 1185 a.C.

Fonte: Wikipédia

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Sobek-Neferu – mulher faraó

Cerca de 2060 a.C , o Egito sai de uma longa crise. Durante duas dinastias, a 11ª e a 12ª de 2133 a 1785 a.C , três linhagens de faraós:
  1. os Montuhotep
  2. os Amenemhat
  3. os Sesóstris,
governaram um país novamente próspero, onde infelizmente a obra arquitetônica desapareceu por completo.

Nos últimos anos tem se tentado demonstrar que o estatuto social e legal da mulher egípcia se havia degradado um pouco durante o Médio Império, mas o estudo da documentação prova que continuava a ser livre e autônoma, em conformidade com os princípios civilizadores enunciados na primeira dinastia. O Médio Império conheceu três séculos e meio de paz, que terminaram no reinado de uma mulher faraó – Sobek-Neferu.

A Faraó
De 1790 a 1785 a.C , uma mulher reina como faraó. Sua presença histórica é confirmada pelos seus nomes régios e por vários monumentos. Supunha-se ser filha de Amenemhat III e irmã ou esposa de Amenemhat IV. Não sabemos a duração exata do seu reinado: 5 anos, 3 anos ou 10 meses e 24 dias.

Nenhum estado de crise precede a subida ao poder de Sobek-Neferu, faraó legítima e reconhecida. Em um documento excepcional, mas mutilado – a estátua do Louvre – constituía numa representação de Sobek-Neferu, simultaneamente mulher e rei. Dessa obra em arenito vermelho, só o torso subsiste, os seios de uma mulher parcialmente cobertos pelo comprido vestido tradicional sobre o qual se vê uma sobreveste de faraó. Esse tipo de veste é único na estatuária faraônica preservada. A cabeça, os braços e as pernas desapareceram. Seu nome está escrito em hieróglifos na cintura. Sobre o vestido feminino, tinha envergado a veste masculina do rei, aliando assim as duas naturezas e tornando-se um Hórus feminino.

Seu nome aparece também gravado, numa arquitrave de um templo da cidade de Heracleópolis, nas pedras do templo funerário de Amenemhat III e em outras estátuas que a representavam, provenientes do Delta.

De acordo com as regras relativas aos títulos usados a partir da 5ª dinastia, o faraó Sobek-Neferu tem cinco nomes:
  1. nome de Hórus – A amada da Luz divina (Ra)
  2. nome das duas Soberanas – A filha do cetro do Poder (ou da Poderosa), a Senhora das Duas Terras
  3. nome de Hórus de ouro – Estável nas aparições em realeza (ou aquela cujas coroas são estáveis)
  4. nome do rei do Alto e do Baixo Egito – Sobek é o poder (ka) da luz divina (Ra)
  5. nome da filha da luz divina (Ra) – Beleza perfeita (neferu) de Sobek
Graças aos seus nomes, essa mulher faraó definia o seu programa de governo e o seu modo de ação espiritual. Note-se que insiste na sua relação com a Luz, no seu poder, na sua estabilidade e num fato surpreendente – ela encarna a "beleza perfeita" do deus-crocodilo Sobek, que é o próprio poder da luz.

Em 1785 a.C , houve uma vaga invasão de nômades, os hicsos que formavam clãs de pastores amantes da pilhagem. O dispositivo de segurança dos faraós revelou-se muito fraco, e o ataque dos hicsos foi um sucesso. O exército de Sobek-Neferu não conseguiu repelir os invasores, que se instalaram no norte do país e controlaram Mênfis. 

Hórus fêmea, Sobek-Neferu foi um autêntico faraó e considerada como tal pelas antigas listas régias. Afirmou o vínculo das mulheres com o poder por via do deus-crocodilo Sobek, cuja primeira sacerdotisa havia sido Khenemet-Nefer-Hedjet, a esposa de Sesóstris II. Três outras damas sublinharão essa relação simbólica: 
  • Ahmés-Nefertari, 
  • Hatshepsut e 
  • Tiyi

Como se desenrolaram os últimos dias do reinado de Sobek-Neferu quando o país se dividia em zona livre e zona ocupada, não sabemos. Uma vez que a data precisa da invasão dos hicsos permanece desconhecida, nem sequer é certo que ela tivesse de enfrentá-los diretamente.



– Faraós da 12ª dinastia ( 1991-1785 a.C )
  1. Amenemhat I  (1191-1962)
  2. Sesóstris I  (1962-1928)
  3. Amenemhat II  (1928-1895)
  4. Sesóstris II  (1895-1878)
  5. Sesóstris III  (1878-1842)
  6. Amenemhat III  (1842-1797)
  7. Amenemhat IV  (1797-1790)
  8. Sobek-Neferu  (1790-1785)


Origem: 'As Egípcias retratos de mulheres do Egito faraônico' de Christian Jacq

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Ramsés III

Tebas, século XII a.C – após a anarquia e devastação das famintas hordas que abalaram o Egito, o faraó Ramsés III jura devolver a vida e a grandeza a seu reino. Obtém grandes e dignificantes vitórias, enchendo de alegria e sonhos o coração de seu povo. A nação passa a viver um longo período de paz, mas seus últimos tempos de glória. Morre idoso, já podendo perceber a anarquia no seio da própria família.

Ramsés III e sua esposa Ísis, tiveram muitos filhos, que vão dar origem a linhagem dos raméssidas, com sua descendência de 1168 a 1085 a.C. Ramsés III tendo subido muito tarde ao poder, lega também sua coroa a pretendentes idosos, o que explica a brevidade dos reinados da XX dinastia.


Filho de Setnakht e da rainha Ti, príncipe titular, assume o reino com 30 anos, em 1198 a.C. Assim começa o reino de Ramsés III, 35 anos justos, após o desaparecimento do último grande faraó – Ramsés II. Casou cedo. Sua escolha recaiu em um personagem cheio de fineza e beleza, Ísis, moça de boa família, que foi a esposa meiga do jovem durante mais de 10 anos antes de sua coroação, quando tiveram seus primeiros filhos. Mulher de boa linhagem, mas de jeito algum de descendência faraônica. Jamais Ramsés III deixou Ísis, mas casou pela segunda vez com Tiyi, bela e aristocrata, mais nova que Ísis, e um novo príncipe nasceu: Pentaour, tinha quase a idade do futuro Ramsés IV. De que indignidade Pentaour se tornou culpado a ponto do velho Ramsés III nunca mais ter pensado nele?

Mulheres – a mulher não era nada, senão um ventre fecundo, mas a mãe adquiria uma outra estatura à medida que os herdeiros - homens, claro - se impunham ao lado do pai e se preparavam para substiutí-lo. Se ela tivesse bastante influência sobre os seus, sabia soprar seus desejos nas orelhas atentas, sem nunca melindrar o senhor aparentemente sereno.



Cerca de 2000 anos após o advento do 1º faraó do Egito, Narmer, o destino de uma epopéia fabulosa ia encerrar a linhagem dos grandes reis pelo infortunado Ramsés III, o último faraó digno desse nome. (ao lado estátua de Ramsés III)




XX dinastia

Setnakht (1200-1198 a.C) – expulsa os usurpadores líbios e toma o poder
Ramsés III (1198-1168 a.C) – nasceu à cerca de 1233 a.C
Ramsés IV (1168-1162 a.C) – filho mais velho de Ramsés III, com Ísis
Ramsés V (1162-1158 a.C) – filho de Ramsés IV
Ramsés VI (1158-1153 a.C) – filho de Ramsés III ou de Pentaour, Ísis morre sob seu reinado

Cinco outros Ramsés vão ainda se suceder até 1085 a.C, data na qual o favorito de Ramsés XI, Herihor (grande sacerdote de Amon), usurpa o trono e põe fim à XX dinastia, mas é incapaz de se impor ao vizir do Delta – Smendes, e o Egito será desde então dividido em várias reinos até as invasões estrangeiras.




Origem: 'O último Faraó' de Francis Fèvre

domingo, 3 de maio de 2009

XXI e XXII dinastias


A XXI dinastia do Egito ocorreu durante o período conhecido como 3º Período Intermediário e durou do ano de 1070 a.C. até 945 a.C.

Lista de faraós______________________________

Nome de batismo (nome do cartucho, nome escolhido pelo faraó) - data aproximada do reinado (ainda há muita divergência)

Smendes (Hedjkheper-re-setepenre) – 1070-1044 a.C.
Amenemnisu (Neferkare) – 1044-1040 a.C.
Psusennés I (Akheper-re-setepenamun) – 1040-992 a.C.
Amenemope (Usermaat-re-setepenamun) – 993-984 a.C.
Osorkon (ancião) (Akheper-re-setepenre) – 984-978 a.C.
Siamun (Netjerkheper-re-setepepenamun) – 978-959 a.C.
Psusennés II (Titkhepru-re-setepenre) – 959-945 a.C.


A XXII dinastia egípcia, em especial, demarca o início da decadência irreversível do Novo Império. Ocorreu durante o 3º Período Intermediário e durou do ano de 945 a.C. até 712 a.C. O reinado foi em Bubastis (Delta). Estes reis eram líbios, quer dizer que eram estrangeiros. Esta dinastia fez gastos militares excessivos; isto arruinou o Egito.

– Hoje em dia o arqueólogo David Rohl especula que a XXII e a XXI dinastias reinaram juntas, ao mesmo tempo, em capitais distintas.

Lista de faraós______________________________

Nome de batismo, (nome do cartucho, nome escolhido pelo faraó) – data aproximada do reinado (ainda há muita divergência)

Shoshenk I, (Hedjkheper-re-setepenre) – 945-924 a.C.
Osorkon I, (Sekhemkheper-re-setepenre) – 924-890 a.C.
Shoshenk II, (Heqakheper-re-setepenre) – 890-883 a.C.
Takelot I, (Usermaat-re-setepenamun) – 883-874 a.C.
Osorkon II, (Usermaat-re-setepenamun) – 874-855 a.C.
Takelot II, (Hedjkheper-re-setepenre) – 860-835 a.C.
Shoshenk III, (Usermaat-re-setepen-re/amun) – 835-783 a.C.
Pami, (Usermaat-re-setepen-re/amun) – 783-773 a.C.
Shoshenk V, (Akheper-re) – 773-735 a.C.
Osorkon IV, (Akheper-re-setepenamun) – 735-712 a.C.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

sábado, 11 de abril de 2009

XVIII dinastia

A XVIII dinastia egípcia foi criada após a expulsão dos Hicsos, povos de origem asiática, e que comandaram o Egito por quase duzentos anos. O faraó Ahmés, liderando as tropas egípcias, retomou o poder em 1550 a.C. Depois de sua morte, foi sucedido por Amen-hotep I (ou Amenófis I) em 1525 a.C. Começo do Novo Império, o apogeu dos faraós, era de riqueza e poder. O Egito se estendia desde a 5ª catarata do rio Nilo até o rio Eufrates, na Ásia ocidental.

A única mulher faraó – Quando morreu o rei Tutmés II, sua rainha, Hatshepsut, tornou-se co-regente ao lado de Tutmés III. Ela conquistou um poder inusitado e proclamou-se  faraó. Tutmés III destruiu depois muitos de seus monumentos, mas em Deir el Bahri ainda há relevos que atestam a glória do reinado da rainha.

– Na XVIII dinastia distinguem duas linhas: 
  1. a dos Tutméses e dos Amen-hoteps. A rainha Hatchepsut assumiu o poder durante a minoridade de Tutmés III. 
  2. Akhenaton realizou a famosa reforma religiosa, extinguindo todos os cultos aos deuses, pelo culto de um único deus, chamado de Aton.
– Lista de faraós da dinastia:
  • Ahmés (Nebpehti-re) – 1550-1525 a.C.
  • Amen-hotep I (Djeserka-re) – 1525-1504 a.C.
  • Tutmés I (Akhperenre) – 1504-1492 a.C.
  • Tutmés II (Akhperenre) – 1492-1479 a.C.
  • Hatchepsut (Maatka-re) – 1479-1457 a.C.
  • Tutmés III (Menkheperu-re) – 1457-1425 a.C.
  • Amen-hotep II (Akheper-re) – 1425-1400 a.C.
  • Tutmés IV (Menkhperu-re) – 1400-1390 a.C.
  • Amen-hotep III (Nebmaat-re) – 1390-1352 a.C.
  • Akhenaton (Neferkheperu-re-waenre) – 1352-1338 a.C.
  • Smenkhkare (Ankhkeperu-re) – 1338-1336 a.C.
  • Tutankhamon (Nebkheperu-re) – 1336-1327 a.C.
  • Ay (Kheperkheperu-re) – 1327-1323 a.C.
  • Horemheb (Djeserkheperu-re) – 1323-1295 a.C.
Fonte: Wikipédia e Suplemento da National Geographic Brasil

domingo, 29 de março de 2009

Dinastia Ptolomaica

a parte em lilás era o reino dos Ptolomeus


A Dinastia ptolemaica foi uma dinastia macedônia que governou o Egito de 305 a 30 a.C. Recebe a designação de ptolemaica (ou ptolomaica) devido ao fato dos seus soberanos terem assumido o nome Ptolemeu (ou Ptolomeu, do grego Ptolemaios). É também conhecida como dinastia lágida em função do nome do pai do fundador da dinastia. Ptolomeu foi um dos generais de Alexandre Magno.

A dinastia insere-se no período helenístico: época que decorre entre a morte de Alexandre e a ascensão do Império Romano (período helênico: época de Alexandre), durante a qual se assistiu à difusão da civilização grega pela bacia do mar Mediterrâneo, criando novas formas artísticas, religiosas e políticas. Embora tivesse uma origem estrangeira, a dinastia ptolemaica respeitou a cultura egípcia, revivendo alguns dos seus aspectos do passado e adotando as suas divindades.

Os faraós desta dinastia foram responsáveis por várias construções, entre as quais se destacam a cidade de Alexandria (com o seu farol e biblioteca), o templo de Hórus em Edfu e o templo de Ísis em Filae.

  • Soberanos ptolomaicos

Ptolomeu I Sóter, o salvador: casado com Berenice I, reinou de 305 a 285 a.C – foi um dos generais de Alexandre, o Grande, foi testemunha ocular que influenciou os relatos de Plutarco e Ariano, os historiadores de Alexandre mais confiáveis da Antiguidade.

Ptolomeu II Filadelfo, que ama a irmã: casado com ArsínoeI e Arsínoe II, reinou de 285 a 246 a.C – fundador do Museu de Alexandria, casou com sua irmã Arsínoe II.

Ptolomeu III Evérgeta I, o benfeitor: casado com Berenice II, reinou de 246 a 221 a.C – incorpora o reino de Cirene ao Egito. Auge do poder da dinastia.

Ptolomeu IV Filopator, o amigo do pai: casado com Arsínoe III, reinou de 221 a 205 a.C – cruel e fraco, dominado pelo seu ministro Sosíbio.

Ptolomeu V Epifânio, o ilustre: casado com Cleópatra I, reinou de 205 a 180 a.C

Ptolomeu VI Filometor, o amigo da mãe: casado com Cleópatra II, reinou de 180 a 170 a.C e entre 163 e 145 a.C – quando ascendeu ao trono tinha apenas 5 anos, pelo que a sua mãe Cleópatra I foi regente.

Ptolomeu VII Neos Filopator: reinou em 145 a.C (assassinado)

Ptolomeu VIII Evérgeta II: casado com Cleópatra II e Cleópatra III, reinou de 170 a 163 a.C e entre 145 e 116 a.C

Ptolomeu IX Sóter II: casado com Cleópatra IV e Cleópatra V Selene, reinou de 116 a 107 a.C

Ptolomeu X  Alexandre I: casado com Berenice III, reinou de 107 a 88 a.C

Ptolomeu IX Sóter II: reinou novamente de 88 a 80 a.C

Ptolomeu XI Alexandre II: casado com Berenice III, reinou em 80 a.C

Ptolomeu XII Neos Dionisos: casado com Cleópatra V, reinou de 80 a 51 a.C

Ptolomeu XIII: reinou de 51 a 47 a.C

Ptolomeu XIV: reinou de 47 a 40 a.C

Cleópatra VII: casada com o irmão Ptolomeu XIII e com o outro irmão Ptolomeu XIV e com Marco Antônio, reinou de 51 a 30 a.C – também reinou com seu irmão a partir de 51 a.C, foi retirada do poder e reposta em 46 a.C por intervenção de Júlio Cesar, seu amante. Com Marco Antônio tenta formar um Império no Oriente, mas foi derrotada por Octávio em 31 a.C

Ptolomeu XV César, Cesarion (pequeno Cesar): reinou de 44 a 30 a.C – filho de Cleópatra VII e Júlio Cesar, foi declarado co-regente aos três anos em 44 a.C e foi assassinado por Octávio em 30 a.C
(Wikipédia)

Egito

Duas grandes forças: o rio Nilo e o deserto do Saara, configuraram uma das civilizações mais duradoras do mundo. Todos os anos o rio inundava suas margens e depositava uma camada de terra fértil em sua planície aluvial. Os egípcios chamavam a região de Kemet, "terra negra". Esse ciclo fazia prosperar as plantações, abarrotava os celeiros reais e sustentava uma teocracia – encabeçada por um rei de ascendência divina, ou faraó – cujos conceitos básicos se mantiveram inalterados por mais de 3 mil anos. O deserto, por sua vez, atuava como barreira natural, protegendo o Egito das invasões de exércitos e idéias que alteraram  profundamente outras sociedades antigas. O clima seco preservou artefatos como o Grande Papiro Harris, revelando detalhes de uma cultura que ainda hoje suscita admiração.

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