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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Grandiosidade de Abu-Simbel

Em um local situado às margens do Nilo, na Baixa Núbia, atualmente conhecido pelo nome árabe de Abu-Simbel, ergue-se duas das mais grandiosas construções da história do Egito faraônico.





Os dois templos que Ramsés II mandou construir em Abu-Simbel são dois hipogeus escavados na rocha. O modelo utilizado na sua construção seguiu a planta típica dos templos do Novo Império, embora adaptada à topografia do local, uma montanha, e à natureza do material escavado, a rocha. Aproveitando duas antigas grutas dedicadas as divindades locais, ampliou-se a cavidade interior e criaram-se as diferentes salas. Não foi só a aparência do lugar que se alterou: os deuses antigos também foram substituídos por alguma das mais destacadas divindades do panteão egípcio – Rá-Harakhte e Hathor, com os quais se identificavam o faraó e sua esposa favorita, Nefertari.

O interior dos dois templos articula-se ao longo de um eixo longitudinal, que termina no santuário ou capela dedicado, no templo maior, a Ptah, Amon-Rá, Ramsés divinizado e Rá-Harakhte. No Pequeno Templo, o faraó aparece ao lado de Hathor, identificada com sua esposa. Depois de se passar a ombreira, entra-se na primeira sala hipostila, dividida em três naves por duas fileiras de pilares. No Grande Templo, estes pilares são de tipo osiríaco: encostado em cada um deles, há um colosso de rei representado como Osíris mumificado. No Pequeno, os pilares são hathóricos – um baixo relevo na frente do pilar que dá para a nave central representa a deusa sob a forma de cabo de sistro, instrumento musical parecido com uma matraca. Quanto ao resto, as plantas das duas salas são diferentes. O templo maior apresenta uma segunda sala hipostila menor, antes de se chegar à câmara que antecede o santuário, e um maior número de salas secundárias laterais. A decoração interior dos dois templos evoca as batalhas que Ramsés II travou, rituais religiosos e cenas da vida cotidiana do casal real. Esta obra magnífica foi construída para glorificar o poder do faraó, finalidade plenamente cumprida, tal como atestam as imponentes fachadas.

  • Esta monumentabilidade foi preservada em 1964 quando, devido à construção da barragem de Assuã, os templos foram desmontados, cortados em blocos e transferidos para 65 m acima do seu local original.


O Grande Templo
Quatro grandes estátuas do faraó sentado, com quase 21 m de altura, em grupos de duas, presidem à fachada do templo. Nelas, o faraó aparece com a coroa dupla do Alto e do Baixo Egito. Das quatro, a mais bem conservada é a da extrema esquerda. Sob a entrada do templo, abriu-se uma cavidade, em que se colocou uma estátua de Rá-Harakhte empunhando os outros dois símbolos que compõem um dos nomes do faraó: uma figura de Maat e um cetro de user.

O Pequeno Templo
A fachada oriental do templo dedicado a Hathor e a Nefertari consta de seis estátuas com 10 m de altura. Quatro representam o faraó e duas a esposa Nefertari, que obteve a rara honra de as suas estátuas serem do mesmo tamanho das do faraó. Esculpidas no interior de nichos, as esculturas têm a perna esquerda mais à frente e, ao lado de cada uma, estão representados príncipes e princesas. A rainha identificada com a deusa Hathor, ostenta uma coroa com o disco solar entre os chifres de uma vaca sobrepostos a duas penas. A imagem atual do novo local do templo fala-nos de um meticuloso trabalho de conservação.

A descoberta
A exploração de Abu-Simbel começou em 1813, quando o historiador suíço Johann Ludwig Burckhardt, ao visitar o então já visível templo de Hathor-Nefertari, se afastou alguns metros e descobriu o busto de um colosso que emergia de um monte de areia. A partir desse momento, o lendário e colossal templo de Abu-Simbel tornou-se uma realidade. Poucos anos depois, em 1815, Giovanni Belzoni libertou-o parcialmente da sua prisão de areia e encontrou uma porta de acesso ao interior.

A conservação natural
A grande quantidade de areia que o tempo e o vento do norte acumularam na fachada, bloqueando a entrada, permitiu a conservação dos objetos e pinturas que se encontravam no interior. As paredes, com cenas da vida de Ramsés II, os pilares osiríacos, com os magníficos colossos do faraó, e o teto com os seus variados temas revelaram as suas cores vivas em que a areia foi retirada.

A adaptação da planta
Salvo ligeiras variações, o modelo de planta seguido quando se erigia um templo era o utilizado no Templo de Khonsu, em Karnak. Em contrapartida, tanto no Grande Templo, dedicado a Ramsés II e a Rá-Harakhte, como no Pequeno Templo, dedicado a Nefertari e a Hathor, esta estrutura teve de ser adaptada ao meio físico em que se encontrava. O pilone que franqueava a entrada foi substituído pela fachada esculpida na encosta da montanha e pelas suas diferentes estátuas em alto-relevo. Apesar da ausência de peristilo, mantiveram-se: a sala hipostila, a câmara que antecede o santuário, a capela e várias salas que serviam de armazéns.

Marcas do mundo atual
Os esforços da comunidade científica para preservar este templo, patrimônio cultural da humanidade, deram os seus frutos quando se evitou que desaparecesse sob as águas da barragem de Assuã. No entanto, não foi possível evitar o efeito dos flashes das câmaras dos turistas. Os restauradores também não conseguiram evitar os efeitos das mudanças de temperatura naturais nem os resultantes da presença massiva de visitantes. Um dos resultados mais visíveis dessa deterioração gradual é a perda de vivacidade das cores das pinturas que cobrem os pilares, as estátuas e as paredes.


Fonte: Egitomania, o fascinante mundo do antigo Egito - fascículos 2001


* Ver também: Templo de Abu Simbel

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Abusir

Abusir "Casa e Templo de Osíris" é o nome dado a um sítio arqueológico do Egito - mais especificamente, uma extensa necrópole do período do Antigo Reino, juntamente com adições posteriores - nas redondezas da capital do país, Cairo. O nome também designa a aldeia vizinha, situada no vale do Nilo, de onde o sítio recebeu seu nome.

Abusir localiza-se diversos quilômetros ao norte de Saqqara e, como aquele sítio, serviu como um dos principais cemitérios para a elite da população que habitava a antiga capital, Mênfis. Diversas outras aldeias, tanto no norte quanto no sul do Egito, receberam o nome de Abusir ou Busiri. É um segmento relativamente pequeno do extenso "campo de pirâmides", que se estende do norte de Guizé ao sul de Saqqara; o local se destacou depois de se tornar foco de prestigiosos enterros da 5ª dinastia. Como um cemitério de elite, Guizé havia sido "preenchida" com giantescas pirâmides e outros monumentos da 4ª dinastia, o que havia levado os faraós da dinastia seguinte a ter de procurar outros sítios para seus monumentos funerários.

Abusir foi também o palco da maior descoberta de papiros do Antigo Reino já descoberta até hoje, os chamados «Papiros de Abusir». No fim do século XIX diversos museus do Ocidente adquiriram coleções de fragmentos de papiro dos registros administrativos de um dos cultos funerários da cidade, o do rei Neferirkare Kakai. Esta descoberta foi complementada no século XX, quando as escavações feitas por uma expedição Tcheca no sítio descobriram papiros de dois outros complexos cultuais, o do faraó Neferefre (também Raneferef) e da mãe do rei, Khentkaus II.

Existem diversas catacumbas próximas à antiga cidade de Busiris. Ao sul de Busiris, um grande cemitério parece ter se estendido por toda a planície. A Busiris heptanômica era, na realidade, um vilarejo situado numa das extremidades da grande necrópole de Mênfis.

Necrópole
Existe um total de 14 pirâmides no sítio, que serviram como a principal necrópole real durante a 5ª dinastia. A qualidade da construção das pirâmides de Abusir é inferior às da 4ª dinastia, o que talvez indique uma diminuição do poder real, ou uma economia menos vibrante; são menores que suas antecessoras, e construídas com pedra local, de menor qualidade.


– As três principais pirâmides pertencem aos faraós:
  1. Nyuserre Ini (a mais intacta delas),
  2. Neferirkare e
  3. Sahure.


O sítio também abriga a pirâmide incompleta de Neferefre. Todas as pirâmides de Abusir foram construídas como pirâmides em degrau, embora a maior delas – a pirâmide de Neferirkare – tenha sido originalmente construída como uma pirâmide em degrau de cerca de 70 metros de altura, e foi transformada posteriormente numa pirâmide "verdadeira" quando seus degraus foram preenchidos com pedras.

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Kom Ombo



O Templo de Kom Ombo foi construído há mais de 2 000 anos, no Egito, durante a dinastia ptolomaica, na cidade de Kom Ombo. É o único templo duplo egípcio, assim chamado por ser dedicado a duas divindades:




  1. um lado do templo é dedicado ao deus crocodilo Sobek, deus da fertilidade e criador do mundo;
  2. o outro lado é dedicado ao deus falcão Horus.




A construção do templo começou no início do reinado de Ptolomeu IV (180-145 aC) e prolongou-se por vários reinados subsequentes. Ptolomeu XIII (180-145) construiu as salas hipóstilas interna e externa. Em uma área lateral do templo foi construído um nilômetro.

Ao longo dos anos, o templo sofreu a ação das inundações do rio Nilo, de terremotos e da retirada de pedras e objetos arquitetônicos promovida por outros construtores para a execução de novos projetos.





A cidade
Kom Ombo é uma cidade do Egito, localizada na margem direita (oriental) do rio Nilo, a cerca de 160 km ao sul de Luxor e 40 km ao norte de Assuã. Ela tem aproximadamente 60 mil habitantes, muitos dos quais são núbios provenientes das regiões inundadas pelo lago Nasser, que foi formado após a construção da represa de Assuã.

A cidade é um importante destino turístico, em razão de ter um templo de época greco-romana, mais precisamente ptolemaico, dedicado a duas divindades: o deus crocodilo Sobek e o deus falcão Horus.

Nome egípcio: Nubt o Nubit. Nome grego: Ombos


Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Esna

Esna é uma cidade do Egito localizada na margem ocidental do rio Nilo, a cerca de 55 km ao sul de Luxor.




Na Antiguidade
No Antigo Egito, Esna recebia o nome de Iunyt ou Ta-senet; os gregos deram-lhe o nome de Latopolis, relacionado com o fato de ali se adorar o peixe perca (Lates niloticus). Este peixe era abundante nesta parte do Nilo na Antiguidade, figurando em várias esculturas da deusa Neit. Na zona ocidental da cidade existia mesmo um cemitério onde se enterrava o peixe sagrado. O nome egípcio Ta-senet deu origem à Sne na língua copta, que por sua vez esteve na origem de Isna em árabe, atual nome da localidade. Durante o período grego e romano esta cidade foi capital do III nomo do Alto Egito.


Templo de Esna
No centro de Esna, a cerca de duzentos metros do rio, encontra-se um templo dedicado ao deus Khnum, à deusa Neit e ao deus Heka, bem como a outras divindades menores. Devido à acumulação de sedimentos, o templo está agora a nove metros abaixo do nível da rua. A estrutura atual data da época greco-romana, mas foi construída sobre alicerces mais antigos que datam do tempo do rei Tutmés III da XVIII Dinastia.

O templo teria um passeio cerimonial que o ligava a um dos cais da cidade (onde ainda se podem ver os cartuchos de Marco Aurélio) bem como ligações a outros templos. O passeio e os outros templos foram destruídos.

Deste templo conservou-se apenas uma sala hipóstila. O muro ocidental desta sala tem representações dos reis Ptolomeu VI e Ptolomeu VII. A sala hipóstila está decorada com baixos-relevos dos séculos I a III dC, que representa deuses e o faráo atirando uma rede sobre pássaros. As colunas contêm inscrições relativas às festas relativas ao ano sagrado de Esna.

Fonte: Wikipédia

sábado, 14 de novembro de 2009

Hetep-Herés, mãe de Quéops

Em 1925, arqueólogos americanos procediam exploração no Planalto de Guisé, no cemitério real a leste da pirâmide de Quéops (2589-2566 aC). Um fotógrafo assentando seu tripé, encontra um obstáculo numa cavidade, com uma camada de gesso. Os escavadores encontraram uma trincheira retangular obstruída por pequenos blocos de calcário que escondiam uma escada prolongada num túnel que conduzia a um poço, obstruído por pedras. Depois de descobrirem o poço. os escavadores tiveram acesso a um nicho contendo ânforas, o crânio e as patas de um touro embrulhadas em redes. Chegou-se a câmara funerária, uma pequena sala talhada na rocha, inviolada!

O tesouro da rainha– mãe do rei
Uma sepultura há 25 m da superfície do solo e inviolada. O sarcófago estava vazio. Mas a sala continha muitos objetos. O nome da legítima ocupante era Hetep-Herés, que provavelmente significa "o faraó é plenitude graças a ela". Era esposa do faraó Snefru e a mãe do construtor da Grande Pirâmide. O equipamento que levou para o além era notável:
  • baixela em ouro,
  • um dossel em madeira,
  • tronos revestidos a ouro,
  • uma cama e sua cabeceira,
  • colares,
  • cofres,
  • recipientes de cobre e de prata,
  • pulseiras de prata com incrustações de cornalina, lápis lazúli e turquesa,
  • pequeno cofre de madeira dourada contendo dois rolos para guardar essas jóias,
  • bandejas e taças de ouro,
  • pote de cobre,
  • liteira descoberta em peças soltas e depois montada
A magnífica liteira da mãe de Quéops é um símbolo associado à sua função. A rainha do Egito possuía os títulos de "liteira de Hórus" e de "liteira de Seth", "a Grande que é uma liteira". Assim como Ísis é o trono de onde nasce o rei do Egito, a rainha é a liteira que permite ao monarca deslocar-se e estar em ação. (*)

O título de "mãe do rei" será utilizado até a última dinastia. A expressão não designa obrigatoriamente a mãe carnal de um faraó. A filiação corporal é proclamada, mas é impossível afirmar a existência de laços familiares mais concretos.



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(*) uma das palavras que serve para indicar a liteira – hetes – é também o nome de um dos cetros utilizados pela rainha e que lhe permite, nomeadamente, consagrar uma construção transformando-a em "centro de produção" de energia sagrada.
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Origem: 'As Egípcias' de Christian Jacq

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Os cemitérios reais

O falcão voou para o céu... e o rei, seu filho, está sentado no trono de Rá em seu lugar

Assim o chefe da Medjay (polícia) anunciou "ao povo dos túmulos" a morte do faraó e a ascensão de seu sucessor ao trono, em um papiro conservado em Turim. Esse anúncio era seguido de uma sequência de cerimônias funerárias, que culminavam no sepultamento da múmia em uma tumba, munida com tudo aquilo que era considerado necessário para o local de descanso do filho de Rá e para garantir magicamente sua regeneração.

Desde os tempos remotos, as tumbas da realeza eram distintas das de seus súditos, da mesma maneira que o destino espiritual dos reis era diferente. As mastabas de "fachada de palácio" do início do Período Dinástico, depois as pirâmides em degraus e por fim as verdadeiras pirâmides (e não só os famosos exemplares de Quéops, Quéfren e Miquerinos) parecem, em sua estrutura sólida e impenetrável, simbolizar os "tronos eternos" dos homens que personificaram o deus Hórus e que foram os governantes do mundo. Esse era um mundo também considerado seguro e imutável.

No entanto os eventos acabaram por demonstrar a fragilidade intrínseca, tanto da estrutura política, abalada pelas revoluções do Primeiro Período Intermediário, quanto da presumida invulnerabilidade das pirâmides, como foi amargamente notado em um famoso texto:

Assim, aquele que foi sepultado como um falcão foi arrancado de seu sarcófago. O segredo das pirâmides foi violado... Assim, aquele que estava impossibilitado de fazer um ataúde, agora tem uma tumba. Assim, os mestres dos lugares sagrados, foram lançados no deserto (de Lamentações de Ipu-ur).

Com o restabelecimento do poder centralizado no começo do Novo Império, os cemitérios reais foram transferidos para as imediações da capital do reino na ocasião, onde quer que ela estivesse. As tumbas dos governantes de Tebas da 11ª dinastia estavam localizadas na margem oeste do Nilo em Tebas, em el-Tarif e em Deir el-Bahri (como a tumba monumental de Mentuhotep I), enquanto eles retornavam ao norte com a 12ª dinastia.

Durante o Segundo Período Intermediário, marcado pela traumática experiência da invasão dos hicsos, Tebas foi o centro da construção das tumbas dos reis da 13ª dinastia e posteriormente dos da 17ª dinastia, que foram os responsáveis pelo contra ataque que culminou na expulsão dos invasores. Essas tumbas, assim como as da 11ª dinastia, também eram localizadas em áreas contíguas às zonas habitadas, em Dra Abu el Naga, nas encostas das colinas que fechavam o Vale do Nilo a oeste. A múmia de Seqenenre Tao II, cujos danos provocados à cabeça são a evidência de uma luta sangrenta que terminou com a vitória de seus sucessores Kamose e Amosis, veio de uma destas tumbas não identificadas.

Os governantes da 18ª dinastia, depois de se transformarem nos senhores incontestáveis do país escolheram um vale atrás de Deir el-Bahri como seu "trono da eternidade". O vale era isolado e invisível para as pessoas que habitavam as margens do rio e o complexo funerário tradicionalmente integrado, consistindo na tumba e no templo, foi assim dividido. O templo funerário, "a casa dos milhões de anos", permanecia perto do Nilo para assegurar a perpetuação do culto devido ao rei por toda a eternidade. O local de sepultamento era isolado, em uma área inacessível pelas montanhas que a rodeavam, aberta apenas em uma única passagem estreita, usada pelas procissões funerárias. Este local chamado Vale dos Reis, é conhecido em árabe como Biban el-Muluk (portas dos reis). Para os antigos egípcios, ele era o Ta-set-aat, "o grande palácio", ou mais simplesmente Ta-int, "o vale". Um cume piramidal, "a cúpula" dominava a paisagem do vale, sua forma simbólica pode ter sido um fator na seleção deste local. O vale principal se dividia:
  • Vale Oriental – que contém a maioria das tumbas, e
  • Vale Ocidental – de beleza extraordinária e selvagem, com seus precipícios íngremes de pedra; estão localizadas apenas as tumbas de Amenófis III e de Ay.
A tumba mais antiga é a de Tutmés I, que também era associada ao nome de Ineni, o arquiteto que a projetou e construiu. Os operários chegavam ao vale através de uma trilha que partia de uma aldeia, a atual Deir el-Medina que era isolada e inclusa entre paredes de pedra. Os habitantes eram as pessoas envolvidas na construção das tumbas: pedreiros, escribas, pintores, escultores, carpinteiros e ourives. O isolamento serviu para garantir o segredo do que se passava no Vale dos Reis e no Vale das Rainhas – localizado ao sul da aldeia, abrigava os corpos dos filhos, das esposas e dos parentes dos governantes. As tumbas dos reis eram escavadas profundamente nos precipícios e eram compostas de uma série de degraus, rampas e corredores, com ocasionais poços profundos interrompendo as passagens. A câmara funerária era maior que as outras salas e seu teto era geralmente apoiado por pilares esculpidos na pedra. A sucessão de salas variou com o decorrer do tempo. Na 18ª dinastia (com exceção da de Ay) planta em ângulo reto com mudança brusca na direção a partir da metade do caminho. As da 19ª dinastia organizadas em linha quase reta, com uma leve angulação, a partir da metade do caminho.


Vale dos Reis


O lugar era escolhido pela:
  1. seleção da qualidade da pedra e a
  2. a proximidade com as tumbas prévias
Os operários eram divididos em duas equipes, que trabalhavam juntas:
1. os pedreiros e os operários – escavam a tumba e removem quantidades enormes de fragmentos de pedra calcária;
2. os escultores e os pintores – cobriam as paredes e os tetos da salas e dos corredores com cenas e textos destinados a garantir ao faraó a vida após a morte.

Apesar das tumbas do vale serem escondidas e protegidas pelas equipes da Medjay (polícia), logo começaram a ser o centro das atenções dos ladrões. Já na 18ª dinastia há testemunhos precisos de violação das tumbas reais. A situação piorou até o ponto em que no início da 21ª dinastia não era mais possível defender o vale. Várias múmias reais ainda não foram encontradas. Pode muito bem haver outro esconderijo ou sepulcro comunal, como o descoberto em 1908 na Tumba de Horemheb, que ainda precisa ser interpretado corretamente. A atual renovação da atividade arqueológica no vale por parte das autoridades egípcias e as numerosas missões estrangeiras sugerem que o futuro nos pode trazer mais surpresas.

do Livro 'Tesouros do Egito' do Museu do Cairo – Editado por Francesco Tiradritti e Fotografias de Araldo De Lucca – texto de Anna Maria Donadoni Roveri

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Saqqara

Um lugar mágico, onde sopra o espírito egípcio em toda a sua pureza. Neste planalto desértico onde o gênio da velha civilização faraônica é quase palpável. A pirâmide em degraus de Djoser e Imhotep, o recinto sagrado do complexo funerário e os monumentos que se erguem aos céus.

Saqqara fica no deserto, na orla do planalto líbio, diante de terras cultivadas e do palmar onde foram encontrados pobres restos da gloriosa Mênfis. O local escolhido por Imhotep dominava a capital de Djoser e não era muito diferente da nécropole dos faraós da 1ª e 2ª dinastias, assegurando uma espécie de continuidade espacial. Um sítio que viveu desde o mais Antigo Egito até o século III, cuja vitalidade é ainda testemunhada por algumas obras da estatuária grega.


A obra
Imhotep mandou retirar a areia e aplainar a superfície calcária. Depois abriram poços na pedra a uma profundidade de 25 m. O seu fundo foi guarnecido de granito, embora não existam pedreiras de granito nos arredores de Mênfis. A pedra de melhor qualidade encontra-se na área da primeira catarata, a 800 km de Saqqara. Os blocos foram conduzidos por barcos até a região.

Saqqara começa já com uma pirâmide em degraus, ficando no centro da superfície de 15 hectares ocupada pelo domínio funerário e também no centro do admirável ideal de Djoser. Os degraus da pirâmide são ao mesmo tempo mastabas sobrepostas e os degraus de uma escada que une o Céu e a Terra. A pirâmide tem 6 degraus desiguais que se elevam a mais de 60 m de altura. Os 4 lados da pirâmide, cada um com cerca de 62 m, estão orientados segundo os pontos cardeais. Os aposentos funerários de Djoser sob a pirâmide, há 28 m de profundidade, uma verdadeira cidade labirinto, formada pela sepultura do rei, as suas dependências, o túmulo das rainhas e dos filhos do rei, galerias, corredores e câmaras de diversos tamanhos. Uma cidade em pedra eterna. O faraó reserva dois túmulos para si: o que se encontra sob a pirâmide, o outro sob o maciço da muralha sul, a mais de 200 m da sua múmia, este túmulo imita o jazigo situado sob a pirâmide, no qual encontramos a figura de Djoser celebrando os mesmos ritos. Um dos sarcófagos era uma obra prima de marcenaria, parcialmente chapeado a ouro. Em uma sala havia uma incrível quantidade de recipientes em pedra dura:
  • 40.000 peças: em alabastros, xisto, diorito, dolerito, granito e etc...
Voltando à superfície, encontramos dois edifícios retangulares de teto abobadado:
  1. a "casa do Norte"
  2. a "casa do Sul"
Correspondentes às duas partes do Egito que desempenham um papel na celebração da festa de set para a qual foi concebida a complexa rede de monumentos situados no interior das muralhas. Ainda vemos colunas que perfiguram a coluna dórica grega, a qual só aparecerá 2000 anos depois. Uma câmara sem aberturas, apenas dois buracos abertos numa das paredes – serdab, encontra-se uma estátua extraordinária de Djoser, vestido num comprido manto ritual que deixa ver apenas as mãos e os pés, uma longa peruca coberta com um tecido pregueado, uma barba postiça, os olhos em cristal de rocha e engastados em alvéolos de cobre, desapareceram. A mão esquerda pousada na coxa, e a direita fechada sobre o peito. Atualmente uma réplica substitui o original conservado no Museu do Cairo.


Uma imensa muralha rodeava o conjunto funerário, que media 1500 m de comprimento, erguia-se a altura de 11 m. De 4 em 4 m, o ritmo da muralha era marcado por uma espécie de bastião saliente ornado por uma falsa porta de dois batentes. Este dispositivo de proteção era marcado por uma alternância de partes salientes e reentrantes que lhe davam a feição de "fachada fortificada de um palácio". Djoser deve ter querido reproduzir a famosa "muralha branca" que cercava Mênfis e cuja construção havia sido decidida por Menés. Originariamente devia ser:
  • por toda parte deparamos com bastiões, portas falsas que parecem abertas, mas na verdade estão pintadas na pedra
  • só junto do ângulo sul do lado leste da muralha, existe o único acesso, aberto numa porta monumental com 6m de altura por 1 m de largura, sem fechadura. A única passagem possível tem apenas como defesa o fato de ser estreita
É que a grande obra de Djoser não foi construída para os mortais, só a alma pode entrar através dessa fenda. Uma vez lá dentro, descobrimos uma alameda primitivamente coberta e ladeada por quarenta colunas ao longo de 54 m, o primeiro espaço coberto por pedras que se conhece. Após a passagem da porta encontramos a vertical, no eixo da entrada, as colunas. Logo em seguida uma saleta e o simulacro de uma porta aberta, desembocando no grande pátio do sul da pirâmide. No ângulo sudoeste existe uma parede encimada por um friso de serpentes enfurecidas. As uraei destinam-se a afastar as forças nocivas que poderiam alterar o destino póstumo do faraó. Nos textos gravados nas paredes das pirâmides (5ª e 6ª dinastias), o sacerdote tem o cuidado de cortar ao meio os animais – répteis e insetos perigosos – para que não ataquem o rei.

Saqqara é o lugar de uma festa, o conjunto funerário de Djoser é voltado principalmente à eterna celebração da festa sed.



Festa de sed – os deuses das províncias do Egito, representados por sacerdotes, se unem em torno da pessoa do rei para lhe darem força e vigor. Os egípcios pensavam que a energia do faraó se esgotava ao fim de alguns anos de reinado. Durante a festa o rei ascende ao trono do Alto do Egito, usando a coroa branca, e ao trono do Baixo Egito, usando a coroa vermelha.
Origem: 'O Egito dos Grandes Faraós' de Christian Jacq





quinta-feira, 28 de maio de 2009

Osireion

Osireion vista aérea

O Osireion ou Osireu, conhecido também como "tumba de deus" está localizado em Abidos, no Egito, aos fundos do templo de Seti I. Um templo dedicado ao deus Osíris.

Foi descoberto pelos arqueólogos Flinders Petrie e Margaret Murray, que estavam escavando o sítio nos anos de 1902-1903. 

  • o Osireion foi construído originalmente em um nível consideravelmente mais baixo que as fundações do templo de Seti,  
  • imensas colunas e lintéis de granito de 100 toneladas, 
  • estilo arquitetônico muito diferente do templo de Seti, 
  • mais reminiscente dos templos do Império Antigo tais como o Templo do rei Quéfren. 

Existe um debate entre os egiptologistas sobre se o Osireion seria contemporâneo ao templo de Seti ou uma estrutura do Império Antigo, provavelmente datada a cerca de 2.500 a.C.



Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Sethi I


Chefe dos arqueiros, vizir, depois co-regente e faraó. Sethi reina sobre o Egito de 1304 a 1290 a.C. Sua múmia muito bem conservada nos leva a crer ter sido um homem de estatura mediana, feições vigorosas e autoritárias, maxilar pesado e queixo largo. No seu rosto lêem-se força, determinação e consciência da sua dignidade. Tinha paixão pelos cavalos; duas de suas favoritas chamavam-se "Amon dá o poder" e "Amon dá a vitória".

Seu pai Ramsés I  reinou apenas 2 anos de 1306-1304 a.C, soldado do nordeste do Delta. Subira ao trono idoso, depois de ocupar os cargos de comandante de fortaleza, superintendente das bocas do rio, intendente dos cavalos e comandante-chefe do exército real, logo associou o filho Sethi ao poder.




Reinado
Sethi foi chamado "Aquele que repete os nascimentos", título que foi buscar em Amenemhat I, fundador da 12ª dinastia – significa que tinha consciência de ser o primeiro faraó de uma nova linhagem.

O Egito está calmo e é possível voltar a uma política externa ativa. Possui 3 exércitos bem preparados e colocados sob a proteção dos deuses Amon, Rá e Ptah, senhores das três grandes cidades de Tebas, Heliópolis e Mênfis. 

O balanço militar do reinado de Sethi é dos mais positivos e, o rei é obrigado a constatar que os hititas formam uma nação muito bem armada e com grande potencial militar. Até o final do reinado de Sethi, os dois exércitos mantem-se na defensiva. Mas nunca chegaram a um acordo.

Construções
O mais belo e o maior dos túmulos do Vale dos Reis, foi construído no reinado de Sethi I.

– Logo à entrada penetra a terra profundamente. Um falso itinerário termina num fosso e a verdadeira entrada está disfarçada. Percorre diversos corredores e câmaras até chegar ao centro do monumento:
  • uma enorme sala, atrás dela está o jazigo, guardando o sarcófago
  • as paredes cobertas de textos provenientes dos livros funerários reais e
  • o ritual de abertura de boca e da narratina mitológica acerca da vaca do céu
Também construiu a sala hipóstila de Karnak, obras em Heliópolis, e foi no seu reinado a construção do maior Templo de Abidos –  cujos relevos são com certeza, os mais belos da arte do egípcia. Abidos é uma cidade muito antiga e ali foram enterrados os reis das duas primeiras dinastias. Conhece uma grande expansão no Médio Império, quando o culto a Osíris se torna o mais popular, Osíris senhor de Abidos, permite que seus fiéis depositem as estelas funerárias em seu domínio, um ato através da qual participavam na sua imortalidade.

Abidos – o templo edificado por Sethi I é concebido como um santuário nacional onde se venera a tríade local: Osíris, Ísis e Hórus; os deuses Amon de Tebas, Ptah de Mênfis e Rá-Harakhty de Heliópolis, bem como Sethi I divinizado. O templo é uma síntese de todos os cultos do Egito. Para um santuário excepcional, um plano excepcional:
  • sete portas de entrada
  • sete galerias
  • sete santuários para se venerar as divindades acima citadas, estão decoradas com admiráveis cenas rituais entre as quais se vê a coroação de Sethi I
  • grandes pórticos e os pátios que precedem o templo estão em ruínas
  • a parte principal se encontra conservada
  • na ala sul do edifício se encontra uma das "mesas de Abidos", onde Sethi I oferece incenso a 73 faraós designados por seus rolos
  • ao lado do grande templo ergue-se o mais enigmático monumento do país "o cenotáfio" construído no eixo do edifício principal, de granito rosa, calcário branco e grés vermelho
  • um longo corredor, passando por dois vestíbulos, conduz a uma sala onde se encontra uma ilha com um canal em volta – trata-se de uma encarnação em pedra da elevação primordial surgida das águas na aurora da criação, através da arquitetura torna presente e tangível o mito fundamental da origem da vida na Terra
O clero de Abidos foi muito favorecido pelo rei. Os sacerdotes viram-se isentos de taxas e impostos, pois a fundação religiosa de Sethi I gozava de imunidade fiscal, uma perigosa política que tende a formar um pequeno Estado dentro do Estado e que levará todos os administradores dos templos a reclamarem os mesmos privilégios.



O reinado de Sethi I é característico da monarquia egípcia, no sentido de que este faraó de temperamento guerreiro é também um homem profundamente religioso. A devoção que tem por Seth, deus da tempestade, da trovoada e da força, não o impediu de mandar executar os relevos rituais mais perfeitos da arte egípcia.





Origem: 'O Egito dos Grandes Faraós' de Christian Jacq

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Catacumbas de Kom el-Sugafa


As catacumbas greco-romanas de Kom el-Sugafa foram construídas no século II da nossa era. Naquela época, as crenças religiosas tendiam a fundir-se, e as catacumbas constituem, nesse sentido, uma combinação de formas e representações tanto greco-romanas como egípcias, que deram origem a um estranho e misterioso exemplo de culto à vida após a morte.

As catacumbas foram descobertas, pela primeira vez, em um planalto rochoso situado entre as antigas aldeias de Karmus e Mini el-Basal, atualmente bairros populares de Alexandria. A exploração das pedreiras e a utilização da colina por Mohamed Ali (1769-1849) como forte para a defesa da cidade provocaram o desaparecimento de qualquer vestígio da sua existência. Em 1900, quase meio século depois, voltou-se a descobrir casualmente a necrópole, a mais importante da cidade de Alexandria. O nome Kom el-Sugafa significa "colina de cascalho", deve-se aos milhares de fragmentos de louça encontrados no local. Entre esses fragmentos, havia restos dos pratos usados pelos familiares dos mortos durante os funerais e os aniversários dos enterrados.

A necrópole
Um grande complexo funerário escavado na rocha, é constituído por três níveis sobrepostos, embora o terceiro esteja alagado. Para se chegar as catacumbas, é preciso descer uma escadaria em espiral, ao lado de um poço pelo qual baixavam os cadáveres com a ajuda de cordas. 
  • No primeiro andar, encontra-se um largo circular, com alguns nichos para os sarcófagos e outros destinados à colocação de urnas funerárias. 
  • Do lado esquerdo da entrada, tem acesso ao Triclinium, uma grande sala em que os familiares e amigos do morto realizavam o banquete funerário, assim como as celebrações em memória do falecido durante os dias consagrados para o culto aos mortos. 
  • À direita fica a chamada sala de Caracalla, onde se refugiavam os cristãos perseguidos por este imperador. Espalhados pelo local, encontram-se ossos de homens e cavalos. 
  • Uma vez na sala, à direita, encontramos o túmulo principal. Na decoração das parede, há pinturas sobre estuque, feito de gesso, água e cola, em que se vêem divindades egípcias e esfinges.
A câmara funerária 
A partir do largo circular, uma escadaria enfeitada com uma grande concha em relevo desce para o andar seguinte, constituído por um vestíbulo e pela câmara funerária. No vestíbulo há pilares, cujos capitéis são ornamentados com papiros e folhas de acanto, uma planta espinhosa; a ornamentação do friso é feita com um disco solar alado, escoltado por dois falcões, o penteado das estátuas é de estilo romano, embora o vestuário seja egípcio. A porta que dá acesso à capela funerária tem os símbolos religiosos do Egito e da Grécia:
  • duas serpentes com barba em pé e ostentando a coroa dupla do Alto e Baixo Egito, escoltando o caduceu que é uma vara lisa com duas serpentes enroladas, símbolo de Hermes
  • o tirso é uma haste ornamentada com heras, pâmpanos e uma pinha, símbolo de Baco

Antes de chegarmos a câmara funerária, vemos duas figuras extraordinárias em relevo: 
  1. uma representa Anupu – com cabeça de chacal, mas fardado como soldado romano, com espada, lança e escudo; 
  2. a outra é Sobeck – com cabeça de crocodilo, também representado com farda militar
A câmara funerária contém 3 sarcófagos escavados na rocha, decorados com festões e cabeças de medusa. As paredes dos nichos são decoradas com baixos relevos que representam cenas de oferendas com vários deuses do panteão egípcio: Anupu, Tot, Ptah, Hórus, Ápis etc. Esta sala central é cercada por um corredor em forma de U, com 91 nichos, cada um dos quais podia levar 3 corpos; na maior parte deles, figura o nome e a idade do morto, escritos em vermelho. Ao fundo, uma pequena câmara com 3 nichos e à esquerda, um corredor que dá para uma série de 4 salas, cada uma com vários nichos para cadáveres. Sobre este hipogeu existia uma construção, cujo único vestígio que chegou até nós é um mosaico com desenhos geométricos. 

Fonte: Egitomania fascículos 2001

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Medinet Habu

Medinet Habu é uma localidade arqueológica situada na margem ocidental do rio Nilo, no lado oposto a Luxor. Templo Funerário de Ramsés III, há vários relevos representando a derrota dos Povos do Mar durante o reinado de Ramsés III.

O templo lembra o Templo de Ramsés II (o Ramesseum). Contém mais de 7000 m2 de parede decorada, relativamente bem preservada e é cercado por um enorme recinto, que pode ter sido fortificado. A primeira entrada é através de um portão, conhecido como migdol – uma característica comum arquitetônica de fortalezas do tempo asiático. No interior do recinto, ao sul, são capelas de Amenirdis I, II, Shepenupet e Nitiqret, todos os quais tinham o título de Divina Adoração de Amon. O primeiro pilar leva a um pátio aberto, forrado com colossais estátuas de Ramsés III como Osiris. O segundo pilar leva a um salão de entrada, apresentando novamente as colunas em forma de Ramsés. Isto leva-se uma rampa que conduz (através de um pórtico com colunas) para o terceiro pilar e depois para o grande salão (que perdeu o seu telhado). Relevos dos chefes estrangeiros cativos também foram encontrados dentro do templo, talvez em uma tentativa de simbolizar o rei no controle sobre a Síria e Núbia. Havia uma estrutura de igreja no interior do templo, que já foi removida. Algumas das esculturas no principal muro do templo foram alteradas pelos cóptas.

As escavações do templo ocorreram esporadicamente entre 1859 e 1899, sob a assistência do Serviço de Antiguidades egípcio. Durante essas décadas, o principal templo foi limpo, um grande número de edifícios do período cópta removidos, e o Templo ficou acessível aos visitantes.


Templo de Medinet Habu

Vista aérea

Salão peristilo

Peristilo tribunal

Migdol-Entrada

Tribunal

Pilone



Origem: Wikipédia

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Bubastis e os gatos

Segundo conta Heródoto – Bubastis era considerada, na Antiguidade a mais culta cidade egípcia, onde se celebrava uma das festas anuais mais importantes do Egito: as bubastias. No seu solo, encontram-se restos arqueológicos tanto do Antigo como do Médio Império, bem como do Novo e do Terceiro Período Intermediário. Nos seus arredores, encontram-se as galerias subterrâneas de um dos mais importantes cemitérios de gatos, animal venerado no local sob a forma da deusa Bastet.

É numa colina, atualmente chamada Tel-Basta, que se encontra a antiga Bubastis. Tel-Basta fica situada a cerca de 80 km a noroeste do Cairo, na margem oriental do Delta do Nilo. Esta cidade foi capital do nomo XVIII, uma das subdivisões regionais do Baixo Egito, e capital do país durante as XXII e XXIII dinastias. Deve a sua importância ao fato de estar situada na entrada do Uadi Tumilat, a principal via de comunicação com o Golfo de Suez, a Península do Sinai e o Sudoeste asiático. Até 1887-1889, quando Naville começou as primeiras escavações, Bubastis era apenas um monte de paredes e blocos de pedra. As sucessivas escavações permitiram obter informação exaustiva a cerca da evolução da cidade ao longo de toda a sua história, que vai a IV dinastia até ao período da dominação romana.

A deusa Bastet
Esta deusa gata era a divindade local de Bubastis. Durante o Antigo Império, a deusa Bastet foi incorporada no panteão dos deuses egípcios. No Médio Império, o gato tornou-se o animal sagrado de Bubastis. A partir do Novo Império, a deusa foi representada com cabeça de gato. O seu nome é representado por um frasco  de unguento que, provavelmente, era utilizado nas cerimônias funerárias, de modo que a sua iconografia está de certa forma relacionada com o ritual da unção. São muitas as representações nas quais Bastet costuma aparecer com aspecto humanizado:
  • corpo de mulher e cabeça de gata, um singular enfeite de cabeça, um brinco na orelha e um colar no peito, nas mãos tem um sistro, ou matraca e uma égide, ou escudo, e do seu braço pende um cesto
  • também assumia uma aparência irada e, neste caso, representada com cabeça de leoa
Bastet era identificada com as deusas: Hathor, Sekhemet, Tefnut, Mut (em Tebas) e Uadjit. Em épocas posteriores, passaria a denominar-se "a alma de Ísis". De um modo geral, é difícil estabelecer a separação entre Bastet, Hathor, Sekhemet, Tefnut, uma vez que todas estas divindades partilham muito dos seus mitos. Associada as outras deusas, Bastet foi introduzida no mito da deusa longínqua, afastando-se da Núbia, onde foi apreciada pela sua aparência irada e adotou a forma leonina, passando depois a ser identificada com o olho de Rá. Este mito aparece gravado pela primeira vez nas paredes do túmulo de Seti I, e posteriormente passou a ilustrar muitos dos templos do período ptolomaico.

O templo
Na sua época de esplendor o seu templo era rodeado pelas águas e parecia uma ilha. O conjunto ficava situado no centro da cidade, mas a sua altura era inferior à dos demais edifícios do local. Atualmente, existem apenas vestígios que nos permitem saber qual era a sua forma e que dimensões possuia. Entre as ruínas que se podem visitar, destacam-se o átrio, que data da XXII dinastia, e o pátio "jubilar" de Osorkon II. Este pátio é antecedido por um portal monumental decorado com representações muito interessantes da festa do Heb Sed e do seu fundador. Da sala hipostila só resta parte das arquitraves e das colunas palmiformes, procedentes do Médio Império. O santuário atribuído a Nakhthorheb (Nectanebo II), da XXX dinastia. Do outro lado da calçada podem ser visitadas as ruínas do templo de Pepi I, pertencentes a VI dinastia. Ao norte do grande templo, fica a necrópole da cidade, com um cemitério do Médio Império e túmulos de diferents épocas. A oeste ficam as ruínas de um edifício de tijolo da XII dinastia. Uma sala hipostila, da qual apenas existem as bases das colunas, um pátio com pilares e salas anexas são os restos do que poderia ter sido um palácio ou um templo. (na figura ruínas do templo)

O cemitério dos gatos

Nos templos da deusa Beastet em Bubastis, criavam-se gatos. Seguindo pela estrada em direção a Zagazig, chegamos as galerias subterrâneas do cemitério dos gatos sagrados. Esses animais eram considerados a encarnação terrestre da deusa. Quando morriam, eram cuidadosamente mumificados e enterrados na sua própria necrópole, em túmulos que lhes eram especialmente destinados. (figura ao lado de uma múmia de gato)





Fonte: Egitomania – o fascinante mundo do antigo Egito – fascículos 2001

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Vale das Rainhas

O Vale das Rainhas – necrópole do Antigo Egito localizada na margem ocidental do rio Nilo, em frente a cidade de Luxor (antiga Tebas), no Alto Egito. Neste local foram sepultadas rainhas, príncipes e princesas do tempo da Império Novo, sobretudo das XIX e XX dinastias.
Os antigos egípcios atribuíram diversos nomes ao local, entre os quais Taset-Neferu "o lugar da beleza", Tainet-aat "o grande Vale" e Taset-resit "o Vale do Sul", porque é situado a sul do Vale dos Reis.


Durante a 18ª dinastia, príncipes, princesas e seus educadores foram enterrados no local que ainda não era o Vale das Rainhas, tradicionalmente só se enterravam ali personagens da corte, em simples poços funerários. No início da era ramessida aparece uma inovação fundamental – a rainha Sat-Re "a filha da luz divina", grande esposa real de Ramsés I, mãe de Sthi I e avó de Ramsés II, decide mandar escavar a sua morada eterna nesse local, que recebeu o nome de "lugar da regeneração espiritual". Seu túmulo é pequeno, suas paredes ostentam uma decoração simbólica que faz dele o equivalente de uma morada eterna do Vale dos Reis. As figuras das divindades são traçadas com elegância, a pintura é apenas esboçada, mas o tom é dado: a rainha encontra criaturas do Além, tendo de conhecer os seus nomes para dominá-las.




No Vale das Rainhas existem cerca de oitenta túmulos, o mais famoso da necrópole é o da rainha Nefertari, uma das esposas principais do faraó Ramsés II, foi alvo de restauração durante vinte anos, tendo sido reaberto ao público, embora em circunstâncias restritivas (permite apenas um certo número de visitantes por alguns minutos).





Mesmo com as irremediáveis destruições dos túmulos, alguns deles, como o da rainha Titi, contém ainda cenas muita belas, numa delas encontra Hathor, a «divina protetora do Vale», que lhe oferece a água da regeneração. Na capela da princesa Nebet-Tauy "filha" de Nefertari, um relevo mostra a jovem mulher com uma coroa que comporta um sol no meio de duas grandes plumas, estendendo o braço sobre um altar carregado de oferendas; tem na mão o cetro que lhe permite consagrar essa oferendas, purificando-as e consagrando a sua essência imaterial. Esse ato ritual é habitualmente praticado pelo faraó.

Os túmulos do Vale das Rainhas tem sido estudados desde o século XIX. Grande parte deles foram escavados por Ernesto Schiaparelli no período compreendido entre 1903 e 1905. De uma forma geral, apresentam uma pequena antecâmara que comunica com a câmara funerária através de um corredor estreito. Em alguns casos, verifica-se a existência de compartimentos laterais de dimensão reduzida que serviam para abrigar mobiliário funerário.


Algumas tumbas:
  1. Sit-re, esposa de Ramsés I
  2. Pa-ra-her-unemef, filho de Ramsés III
  3. Seth-her-khopesef, filho de Ramsés III
  4. Khaemwaset E, filho de Ramsés III
  5. Princesa Ahmose, filha de Taá II e Sitdjehuti
  6. Rainha Iset Ta-Hemdjert, esposa de Ramsés III, mãe de Ramsés VI
  7. Rainha Tyti, esposa de Ramsés X
  8. Príncipe Ramsés B, filho de Ramsés II
  9. Príncipe Amen-her-khepeshef, filho de Ramsés III
  10. Rainha Nebet-tawy, filha de Ramsés II
  11. Rainha Nefertari, esposa de Ramsés II
  12. Rainha Meritamon, filha de Ramsés II e Nefertari
  13. Rainha Bint-anat, filha de Ramsés II e Isetnefert
  14. Henutmire, filha ou irmã de Ramsés II
  15. Rainha Toya, esposa de Seti I e mãe de Ramsés II
  16. Ahmose esposa de Tutmés I, mãe de Hatchepsut
Fonte: 'As Egípcias' de Christian Jacq  e  Wikipédia, a enciclopédia livre

domingo, 3 de maio de 2009

Tânis, capital do Império

O estabelecimento de Tânis como capital do Egito e residência real marcou o início histórico da chamada época tanita, no Terceiro Período Intermediário. A cidade foi capital do império ao longo das XXI e XXII dinastias. Smendes I (1069-1043 a.C.), reconhecido como soberano do Alto e do Baixo Egito e sucessor de Ramsés XI, foi o primeiro faraó deste novo período e estabeleceu a capital Tânis, cidade construída com uma nova planta e dedicada ao deus Amon.

Perto da atual San el-Hagar, 167 km a nordeste do Cairo, no centro de uma grande planície, situa-se a mais extensa e singular estação arqueológica do Baixo Egito: Tânis. Dos arredores das escavações, vislumbra-se uma bela paisagem do Grande Templo e também do conjunto de ruínas.





A área do Grande Templo - infelizmente, resta apenas um grande número de blocos de granito, colossos, arquitraves e pouca coisa mais daquilo que foi o Grande Templo de Amon. Ao percorremos as ruínas, distinguimos a porta monumental de Chechonk III, rodeada por tríades e colossos. Em frente a ela, reconhecem-se os restos de uma colunata palmiforme proveniente de um monumento construído no Antigo Império. Foi usurpada por Ramsés II e Chechonk III, cujos nomes estão gravados na colunata.

O templo do leste – os restos do templo, que jazem entre a primeira e a segunda muralha, revelam que era feito de granito. Nessa mesma área, distinguem-se grandes blocos de granito pertencentes a um templo da XXX dinastia dedicado a Hórus de Sile. Após a muralha pela porta sudoeste, chegamos à região onde fica o templo de Mut e Khonsu, conhecido como Templo da Anta, a deusa cananéia à qual se prestava culto nesse local.

vista da necrópole real de Tânis

A necrópole real – em 1939, Pierre Montet descobriu uma parte da necrópole real das XXI e XXII dinastias, cujos túmulos não tinham sido percebidos pelos escavadores anteriores de Tânis, pois estavam escondidos por construções de tijolo que datavam da época baixa. As câmaras funerárias continham um valioso material, atualmente exposto no Museu Egípcio do Cairo. Do conjunto da necrópole real destacam-se três túmulos:
  1. Psusennes I (XXI dinastia) – contém 4 sepulturas intactas: a do próprio faraó, a do faraó Amenemope, a de um um faraó chamado Hekakheperré Chechonk II, e  a de um arqueiro. Sua câmara mortuária estava intacta, sendo o único túmulo faraônico descoberto nesse estado ( o túmulo da Tutancâmon fora saqueado na Antiguidade). O sarcófago magnífico talhado em granito rosa, continha um ataúde com formato humano, de granito preto, dentro da qual havia um esquife de prata. A múmia tinha uma máscara de ouro no rosto.
  2. Osorkon II (XXII dinastia) – constituído por uma cripta de granito e por 4 salas de calcário, a primeira está profusamente decorada. Na terceira câmara está o sarcófago de Takelot II(sucessor). A última câmara contém o sarcófago de Osorkon II, talhado num bloco de granito, e a sepultura intacta de seu filho, Hornakht.
  3. Chechonk III (XXII dinastia) – constituído de um poço e de uma câmara decorada com cenas da viagem da barca solar. Encontram-se 2 sarcófagos dentro da câmara, o maior pertencia ao rei. Esse faraó teve um reinado extremamente longo para sua época: 52 anos.



O reis da XXI dinastia, preocupados com o saque dos túmulos reais em Tebas, preferiram construir os seus sepulcros em Tânis. Graças a essa medida, puderam chegar até nós, entre outros tesouros, a máscara de ouro de um arqueiro de Psusennes I, e outras grandes jóias da época farônica do Terceiro Período Intermediário do Egito, como esse colar na figura ao lado.




(Fonte: Egitomania - fascículos 2001)

terça-feira, 28 de abril de 2009

O Templo de Dendera

O templo de Dendera é o mais preservado entre muitos templos egípcios. Foi construído no século I a.C pelo rei Ptolomeu VIII e a rainha Cleópatra II, porém outros monarcas da Época Greco-romana acrescentaram elementos arquitetônico e decorativos. O templo foi dedicado a Hathor, deusa do amor, música, maternidade e alegria. Conforme uns documentos , o primeiro templo de Hathor data do tempo do Antigo Reino sobretudo do reinado do rei Queops. Além disso, e conforme outros textos, havia outro templo construído no reinado de Pepi I da dinastia VI. O templo atual foi construído entre 125 e a.C e 60 d.C, no final da dinastia Ptolomaica, porém encontramos outros nomes como o de – Ptolomeu X, Ptolomeu VI, Cleópatra VII, Augustos, Tiperius, Cáligula e Nero.

O templo de Hathor 
  • 86 m de comprimento e 43 m de largura, 
  • está rodeado de uma muralha circundante de barro que tem 290 m de comprimento e 280 m de largura, 
  • o portal do templo situado no lado setentrional que projeta da muralha cricundante de barro, e que funciona como a entrada usada atualmente, data do tempo dos imperadores Domiciano, Nerva, e Trajano (século I d.C), 
  • na face do portal encontra-se uma cena que ilustra o imperador Domiciano fazendo oferendas de vinho e pássaros perante Hathor, Hórus, Maet, Hor-wer, e Ihy
  • aparentemente o templo não tinha um pilono egípcio com duas torres, 
  • o portal de Domiciano dirige a uma área aberta e espaçosa, 
  • ao lado direito há ruínas de um Mamisi – casa do nascimento de Hórus – e uma basílica Copta. Ao passar pela área vasta chega-se ao pátio exterior que dirige à Colunata ( a sala hipostila ), a parede externa da colunata está decorada de diversas cenas que ilustram o imperador Tibério perante divindades diferentes, Claudio fazendo oferendas a Hathor e Ihy – o seu filho – e outra vez Tibério adiante de Hathor
  • a colunata tem 24 colunas divididas em 6 filas, 3 colunas em cada fila. Cada coluna tem capitel hatórico – capitel em forma da cabeça da deusa Hathor. Entre os relevos mais importantes sobressaem-se as do teto sobre tudo as que ilustram Nut – deusa do céu – em forma de uma mulher com corpo curvado e decorado de estrelas, constelações e signos, 
  • as paredes estão decoradas, geralmente, de cenas que demonstram os reis e imperadores fazendo oferendas ou preces perante Hathor e outras divindades, 
  • a colunata dirige a outra sala menor em tamanho com 6 colunas e contém 3 capelas em cada lado,
  • a primeira capela no lado direito chama-se " Casa da Prata", pois se acredita que os utensílios e equipamentos preciosos de prata e ouro foram armazenados ali, 
  • a primeira capela localizada no lado esquerdo foi conhecida como "o Laborátorio" devido à existência de relevos que representam drogas, medicamentos e receitas de remédios, e além disso neste quarto os perfumes e as essências foram fabricadas, 
  • a segunda capela no lado direito foi conhecida como quarto de oferendas, enquanto a segunda capela no lado esquerdo chama-se "quarto da Recolheita", provavelmente foi um quarto dedicado à armazenagem das recolheitas,
  • a terceira capela no lado direito tanto como a terceira capela no lado esquerdo tinham uma funcão incerta, provavelmente funcionavam como um certo porão do templo, 
  • a segunda Colunata dirige ao primeiro vestíbulo conhecido como a "Sala das Oferendas" o primeiro vestíbulo dirige ao Segundo Vestíbulo conhecido como " Sala das divindades" cujas paredes estão cobertas com cenas que representam o rei fazendo oferendas às divindades,
  • através do segundo vestíbulo chega-se ao santuário do templo, a parte mais sagrada e mais escura do templo. Um quarto quase escuro e pelos relevos das paredes sabemos que o santuário tinha originalmente um sacrário para guardar a imagem ou a estátua da divindade. Este é o lugar onde o alto sacerdote do templo exercia o ritual do serviço diário a deusa Hathor. Como o lugar mais santo do templo ninguém estava autorizado a entrar, menos o alto sacerdote,
  • o santuário está rodeado de 11 quartos dedicados a diversos deuses,
  • o templo tem 32 criptas, 11 apenas estão decoradas, 
  • de volta ao primeiro vestíbulo há um corredor que dirige ao telhado do templo por uma escada. No telhado encontra-se uma capela conhecida como a " Capela da União com o Disco Solar". É uma sala pequena situada no lado sudeste do telhado que tem 12 colunas com capitéis hatóricos e sem teto. Se acredita que com o primeiro dia do ano novo, os sacerdotes levavam as estáuas de Hathor, o seu esposo Hórus e o seu filho Ihy a está sala no telhado para receber os primeiros raios do sol e assim se realiza o processo da união com o sol.

– Dentro do recinto do templo há ruínas antigas de uma Basílica, um Sanatório, além do Lago Sagrado. A Basílica Copta é uma igreja muito destruída que provavelmente foi construída no século V. O teto da basílica caíu. É um edifício pequeno que tinha duas entradas. O átrio da igreja além do santuário estava decorado de estrelas e no fundo da basílica existe ruínas de uma capela.



– A cena mais famosa que estava representada com perfeição no lado ocidental do teto conhecida como o Zodíaco, foi transferida pelos franceses ao Museu do Louvre, agora existe uma réplica que mostra as doze figuras dos signos conhecidos: Leão, Cancer, Escorpião, Virgem, Libra, Capricórnio, Aquário, Peixes, Touro, Aries, Gêmeos e Sagitário.




– O Sanatório de Dendera é um hospício anexado ao templo. É um edifício importante que atraia os peregrinos e passageiros doentes para receberem tratamento médico. Este edifício de ladrilho tem 11 quartos que acomodavam os doentes.

– O Lago Sagrado é um dos elementos fundamentais dos templos egípcios. Situado no lado norte do recinto de Dendera. No Egito antigo todos os sacerdotes tinham que fazer ablução ou purificação com águas do lago sagrado antes de começarem o seu trabalho diário no templo. Além disso, o lago sagrado simboliza às águas ou aquele oceano de que o universo foi criado conforme as crenças egípcias antigas.

– Anualmente, há uma viagem de Hathor através do Nilo (em que o seu temperamento bravio era suavizado por músicas e bebidas) para consumar o seu divino casamento com o deus falcão Hórus, que a aguarda em Edfu (cidade situada a cerca de cento e sessenta quilometros). Esta diligência mítica, que mantinha Hathor afastada da sua morada durante cerca de três semanas, era celebrada pelos egípcios com um festival alegre e faustoso. Procurando reproduzir o trajeto executado pela deusa, a solene procissão seguia então pelo rio, rasgando com uma barca “A Bela de Amor" onde, uma estátua de Hathor se elevava. Os sacerdotes de Edfu preparam o encontro dos esposos, que ocorrerá no exterior do santuário, mais exatamente numa exígua capela localizada a norte da cidade. Este encontro deveria suceder num momento preciso, ou seja, à oitava hora do dia da lua nova do décimo primeiro mês do ano. Quando por fim Hathor abençoa Edfu com a sua magnífica presença e perfuma os lábios de seu esposo com o incenso de um beijo, iniciam-se então as festividades, no decorrer das quais a deusa é aclamada, saudada e inebriada com a música docemente tocada em sua honra. Não era pois Hathor a “Dourada”, a “Dama das Deusas”, “A Senhora” e “A Senhora da embriagues, da música e das danças”?

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre e Descobrir Egipto

Egito

Duas grandes forças: o rio Nilo e o deserto do Saara, configuraram uma das civilizações mais duradoras do mundo. Todos os anos o rio inundava suas margens e depositava uma camada de terra fértil em sua planície aluvial. Os egípcios chamavam a região de Kemet, "terra negra". Esse ciclo fazia prosperar as plantações, abarrotava os celeiros reais e sustentava uma teocracia – encabeçada por um rei de ascendência divina, ou faraó – cujos conceitos básicos se mantiveram inalterados por mais de 3 mil anos. O deserto, por sua vez, atuava como barreira natural, protegendo o Egito das invasões de exércitos e idéias que alteraram  profundamente outras sociedades antigas. O clima seco preservou artefatos como o Grande Papiro Harris, revelando detalhes de uma cultura que ainda hoje suscita admiração.

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